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Já nos estágios finais de preparação, eis que nos surge finalmente a capa com que o livro se vestirá em público, com que irá a concertos, recepções, soirées de leitura, com que passará de mão em mão em longos halls repletos de vitrais, candeeiros persa…
Vencer Um Prémio, em particular um que seja atribuído pelos pares, ou seja, pelos outros escritores, é normalmente uma faca de dois gumes, pois os melhores escritores não serão os melhores leitores, estando atentos a pormenores de técnica e gesti…
O Conquistador (bib.) é mais um conto curto de Bruce Holland Rogers. Desta feita estamos no reino da fantasia, entre trolls — ou troles, como o tradutor os aportuguesa —, que um belo dia (ou noite; não se sabe bem pois rezam as histórias que o troll é criatura que habita na escuridão eterna das cavernas) sonham com um deus novo chamado Conquistador. Este promete-lhes uma vida mais fácil, à superfície, aquela vida que os homens vivem na sua cidade. Para a obterem, basta-lhes terem nele fé, prestarem-lhe homenagem e fazerem o que lhes ordenasse. Ah, e chamarem-no de vez em quando pelo seu verdadeiro nome. Em troca, ele trataria de os ajudar a conquistar essa nova vida. E os trolls assim fazem, e o deus cumpre o prometido. Mas um deus chamado Conquistador é capaz de não ser inteiramente digno de confiança.
Trata-se de mais uma boa história, com fartas quantidades de conteúdo para quem o souber entender, em especial tendo em conta que Rogers é americano e que se há no mundo de hoje país que tende a ceder aos caprichos do deus Conquistador, esse país chama-se Estados Unidos da América. Não acho que seja dos melhores contos do livro, mas é bom.
Naquele dia, aos pés da cruz, enquanto observava o suplício dos condenados, uma pergunta inconveniente surgiu nos pensamentos de Flávio, o centurião. E se aquele homem fosse, realmente, o filho de Deus? Abalado pelos prodígios, na vida e na morte,…