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	Comentários em: Uma nova Ópera do Tejo?	</title>
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	<description>Associação Portuguesa de Ficção Científica e Fantástico</description>
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		Por: Uma nova Ópera do Tejo? -Ópera do Tejo		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Uma nova Ópera do Tejo? -Ópera do Tejo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2014 20:42:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[[&#8230;] Estes projectos para uma nova Ópera do Tejo, para uma «versão revista, melhorada, aumentada, actualizada» do lendário edifício, lembram-me o que eu escrevi no meu livro «Espíritos das Luzes»: «O milionário (William Beckford) e o poeta (Manuel Bocage), tal como os restantes privilegiados, lá conseguiam, com maior ou menor dificuldade, passar e penetrar através do resplandecente portal que, para muitos, era como uma porta para um paraíso prematuro&#8230; aquele do deslumbramento pela imaginação humana. Uma vez dentro, o difícil era não expressar o encantamento pelos interiores do teatro, que já se adivinhavam do exterior, e que eram o resultado do trabalho dos artificies com maior erudição e das máquinas com maior precisão. A Ópera do Tejo podia dividir-se em três áreas principais: o átrio, que era um enorme, confortável e polivalente espaço de convívio; os ateliers, salas equipadas com uma quase infinita variedade de instrumentos e equipamentos musicais, colocados à disposição dos amadores e dos profissionais para distracção, exercício e/ou gravação antes, durante &#8211; nos intervalos &#8211; e depois dos espectáculos; e o anfiteatro&#8230; do teatro, autêntica nave de uma catedral consagrada à criatividade, com os camarotes, a plateia e o palco mais próximos da perfeição que se podia conceber. E, naturalmente, em todo o edifício continuamente se espalhava, como fragrância em frequência modulada, os sons de música, ao vivo ou gravada, de diferentes composições e em diversos estilos.» (Capítulo 4, «Etéreas flores», página 131) (Também em MILhafre e Simetria.) [&#8230;]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[&#8230;] Estes projectos para uma nova Ópera do Tejo, para uma «versão revista, melhorada, aumentada, actualizada» do lendário edifício, lembram-me o que eu escrevi no meu livro «Espíritos das Luzes»: «O milionário (William Beckford) e o poeta (Manuel Bocage), tal como os restantes privilegiados, lá conseguiam, com maior ou menor dificuldade, passar e penetrar através do resplandecente portal que, para muitos, era como uma porta para um paraíso prematuro&#8230; aquele do deslumbramento pela imaginação humana. Uma vez dentro, o difícil era não expressar o encantamento pelos interiores do teatro, que já se adivinhavam do exterior, e que eram o resultado do trabalho dos artificies com maior erudição e das máquinas com maior precisão. A Ópera do Tejo podia dividir-se em três áreas principais: o átrio, que era um enorme, confortável e polivalente espaço de convívio; os ateliers, salas equipadas com uma quase infinita variedade de instrumentos e equipamentos musicais, colocados à disposição dos amadores e dos profissionais para distracção, exercício e/ou gravação antes, durante &#8211; nos intervalos &#8211; e depois dos espectáculos; e o anfiteatro&#8230; do teatro, autêntica nave de uma catedral consagrada à criatividade, com os camarotes, a plateia e o palco mais próximos da perfeição que se podia conceber. E, naturalmente, em todo o edifício continuamente se espalhava, como fragrância em frequência modulada, os sons de música, ao vivo ou gravada, de diferentes composições e em diversos estilos.» (Capítulo 4, «Etéreas flores», página 131) (Também em MILhafre e Simetria.) [&#8230;]</p>
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