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	<title>cinema &#8211; Simetria FC&amp;F</title>
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	<description>Associação Portuguesa de Ficção Científica e Fantástico</description>
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	<title>cinema &#8211; Simetria FC&amp;F</title>
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		<title>Os Bastidores de The Ningyo – Estrevista com Miguel Ortega</title>
		<link>http://www.steampunk.com.br/2018/07/13/os-bastidores-de-the-ningyo-estrevista-com-miguel-ortega/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karl]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2018 17:49:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[The Ningyo foi um dos curta-metragens mais impressionantes lan&#231;ados no ano passado. Uma hist&#243;ria sobre um naturalista em busca de um ser lend&#225;rio e da pr&#243;pria reden&#231;&#227;o, e se deparando com meio inesperado de atingir o seu objetivo. Um caminho que talvez ele n&#227;o queira seguir.&#160;A narrativa de 27 minutos foi concebida para ser o ponto de partida para futuras hist&#243;rias envolvendo a procura de criaturas fant&#225;sticas. usando toda a tecnologia dispon&#237;vel em um cen&#225;rio de &#233;poca. Eu j&#225; falei do curta neste post, sobre como ele eleva o n&#237;vel...]]></description>
		
		
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		<title>The Ningyo</title>
		<link>http://www.steampunk.com.br/2017/12/18/the-ningyo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karl]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Dec 2017 19:31:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#160;O Professor Marlowe, antes um proeminente ca&#231;ador que trazia esp&#233;cies raras para serem taxidermizadas e expostas no museu, hoje encara as coisas de uma forma diferente, e faz o que pode para elas sejam conservadas, Coincidindo com essa mudan&#231;a de atitude, ele se depara com parte de um mapa que indica onde encontrar o misterioso Ningyo, uma criatura lend&#225;ria do Jap&#227;o. A lenda diz que aqueles que consomem a sua carne s&#227;o agraciados com imensa longevidade&#8230; mas as lendas tamb&#233;m avisam que desastre ocorrem ao se encontrar o Ningyo. Ao...]]></description>
		
		
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		<title>Fantas 88 no JN</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Álvaro de Sousa Holstein]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2015 01:03:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[]]></description>
		
		
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		<title>This happening world (22)</title>
		<link>http://viagem-andromeda.blogspot.com/2014/09/this-happening-world-22.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2014 23:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><a href="http://2.bp.blogspot.com/-Yp8HrQqOMPw/VAkQPxCZAkI/AAAAAAAAIKI/ZSMuLq8mzcs/s1600/childhoods-end.jpg"><img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Yp8HrQqOMPw/VAkQPxCZAkI/AAAAAAAAIKI/ZSMuLq8mzcs/s1600/childhoods-end.jpg" height="200" width="127"></a></div><div>Recuperando <a href="http://viagem-andromeda.blogspot.pt/2013/04/childhoods-end-e-ringworld-adaptados.html">uma not&#237;cia j&#225; antiga</a>: depois de ter demonstrado interesse no projecto, <b><a href="http://io9.com/syfy-turning-arthur-c-clarkes-childhoods-end-into-a-mi-1630307900/all">o SyFy Channel confirmou a produ&#231;&#227;o da adapta&#231;&#227;o de <i>Childhood's End</i>, de Arthur C. Clarke, para uma mini-s&#233;rie televisiva de seis epis&#243;dios, com estreia prevista para o pr&#243;ximo ano</a></b>. A adapta&#231;&#227;o est&#225; entregue a Matthew Graham, o criador das s&#233;ries <i>Life on Mars</i>&#160;e <i>Ashes to Ashes</i>, com o realizador Nick Hurran (<i>Sherlock</i>&#160;e <i>Dr. Who</i>) a estar a cargo do epis&#243;dio piloto. &#201; certo<i> </i>&#160;que o facto de o projecto pertencer ao SyFy Channel obriga a uma certa dose de cepticismo - afinal, nos &#250;ltimos anos o canal tem apostado nos seus filmes de s&#233;rie B(menos) do que na fic&#231;&#227;o cient&#237;fica de qualidade. Ainda assim, trata-se de <i>Childhood's End</i>&#160;- um cl&#225;ssico absoluto da fic&#231;&#227;o cient&#237;fica liter&#225;ria com mais de 60 anos, que ainda hoje se revela not&#225;vel pelo seu alcance conceptual e pela sua trama emotiva.&#160;</div><div><br></div><div><b><i><a href="http://www.theguardian.com/film/2014/aug/26/automata-film-robots-bring-science-fiction-to-life">Can Automata's rise of the robots bring science fiction to life?</a></i></b> A pergunta &#233; de Ben Child no <a href="http://www.theguardian.com/">The Guardian</a>, mas o t&#237;tulo &#233; enganador: a verdadeira pergunta &#233; <i>can Automata (...) finally deliver an intelligent robot movie?</i>&#160;Diz quem j&#225; viu que <i>Robot and Frank</i>&#160;fez isso mesmo, e at&#233; ver n&#227;o terei motivos para n&#227;o acreditar; mas a verdade &#233; que tudo em <i>Automata</i>&#160;me pareceu demasiado familiar para causar um entusiasmo genu&#237;no. Enfim, &#233; esperar para ver.&#160;</div><div><br></div><div>E a prop&#243;sito de robots (de <i>cyborgs</i>, se quisermos ser rigorosos): <a href="http://io9.com/the-live-action-ghost-in-the-shell-movie-may-have-found-1630467236/all"><b>Margot Robbie (<i>The Wolf of Wall Street</i>) poder&#225; ser a protagonista da adapta&#231;&#227;o <i>live action</i>&#160;de <i>Ghost in the Shell</i></b></a>, que est&#225; a ser produzida pela Dreamworks (com realiza&#231;&#227;o de Rupert Sanders, cujo curr&#237;culo como realizador de longas-metragens inclui apenas... <i>Snow White and the Huntsman</i>). O que equivale a dizer: Margot Robbie ir&#225; interpretar o papel da ic&#243;nica Major Motoko Kusanagi. <i>Whitewashing</i>&#160;&#224; parte, a not&#237;cia tem relevo sobretudo por confirmar que o projecto <i>live action</i>&#160;de <i>Ghost in the Shell</i>&#160;n&#227;o conheceu a mesma sorte que o de <i>Akira</i>, afortunadamente perdido no <i>development hell</i>&#160;de Hollywood - a readapta&#231;&#227;o vai mesmo avan&#231;ar. Uma vez mais: considerando que o (excelente) filme de Mamoru Oshii, para al&#233;m de ser uma obra-prima, permanece actual e pertinente, &#233; dif&#237;cil pensar em projecto mais desnecess&#225;rio entre a mais recente fornada de <i>remakes</i>&#160;estreados e anunciados.&#160;</div><div><br></div><div>Mas nem tudo s&#227;o m&#225;s not&#237;cias no que a <i>remakes</i>&#160;diz respeito: <a href="http://www.polygon.com/2014/9/1/6092801/resident-evil-trailer"><b>a Capcom encontra-se a adaptar para a gera&#231;&#227;o actual de consolas (e para PC) a vers&#227;o remasterizada do cl&#225;ssico <i>Resident Evil</i></b></a>, que &#224; &#233;poca foi desenvolvida apenas para a consola GameCube. Para quem, como eu, nunca teve a oportunidade de jogar o original na primeira Playstation e viu o <i>remake</i>&#160;(mais a prequela&#160;<i>Resident Evil 0</i>) ficar bloqueada pela exclusividade obtida pela Nintendo para a GameCube, isto s&#243; pode ser uma excelente not&#237;cia - mesmo que chegue com mais de uma d&#233;cada de atraso.&#160;</div><div><br></div><div><span>Fontes: <b><a href="http://io9.com/">io9</a> / </b><a href="http://www.theguardian.com/"><b>The Guardian</b></a><b> /&#160;<a href="http://www.polygon.com/2014/9/1/6092801/resident-evil-trailer">Polygon</a></b></span></div>]]></description>
		
		
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		<title>This happening world (22)</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2014 23:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Recuperando uma notícia já antiga: depois de ter demonstrado interesse no projecto, o SyFy Channel confirmou a produção da adaptação de Childhood's End, de Arthur C. Clarke, para uma mini-série televisiva de seis episódios, com estreia prevista para o ...]]></description>
		
		
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		<title>This happening world (22)</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2014 23:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><a href="http://2.bp.blogspot.com/-Yp8HrQqOMPw/VAkQPxCZAkI/AAAAAAAAIKI/ZSMuLq8mzcs/s1600/childhoods-end.jpg"><img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Yp8HrQqOMPw/VAkQPxCZAkI/AAAAAAAAIKI/ZSMuLq8mzcs/s1600/childhoods-end.jpg" height="200" width="127"></a></div><div>Recuperando <a href="http://viagem-andromeda.blogspot.pt/2013/04/childhoods-end-e-ringworld-adaptados.html">uma not&#237;cia j&#225; antiga</a>: depois de ter demonstrado interesse no projecto, <b><a href="http://io9.com/syfy-turning-arthur-c-clarkes-childhoods-end-into-a-mi-1630307900/all">o SyFy Channel confirmou a produ&#231;&#227;o da adapta&#231;&#227;o de <i>Childhood's End</i>, de Arthur C. Clarke, para uma mini-s&#233;rie televisiva de seis epis&#243;dios, com estreia prevista para o pr&#243;ximo ano</a></b>. A adapta&#231;&#227;o est&#225; entregue a Matthew Graham, o criador das s&#233;ries <i>Life on Mars</i>&#160;e <i>Ashes to Ashes</i>, com o realizador Nick Hurran (<i>Sherlock</i>&#160;e <i>Dr. Who</i>) a estar a cargo do epis&#243;dio piloto. &#201; certo<i> </i>&#160;que o facto de o projecto pertencer ao SyFy Channel obriga a uma certa dose de cepticismo - afinal, nos &#250;ltimos anos o canal tem apostado nos seus filmes de s&#233;rie B(menos) do que na fic&#231;&#227;o cient&#237;fica de qualidade. Ainda assim, trata-se de <i>Childhood's End</i>&#160;- um cl&#225;ssico absoluto da fic&#231;&#227;o cient&#237;fica liter&#225;ria com mais de 60 anos, que ainda hoje se revela not&#225;vel pelo seu alcance conceptual e pela sua trama emotiva.&#160;</div><div><br></div><div><b><i><a href="http://www.theguardian.com/film/2014/aug/26/automata-film-robots-bring-science-fiction-to-life">Can Automata's rise of the robots bring science fiction to life?</a></i></b> A pergunta &#233; de Ben Child no <a href="http://www.theguardian.com/">The Guardian</a>, mas o t&#237;tulo &#233; enganador: a verdadeira pergunta &#233; <i>can Automata (...) finally deliver an intelligent robot movie?</i>&#160;Diz quem j&#225; viu que <i>Robot and Frank</i>&#160;fez isso mesmo, e at&#233; ver n&#227;o terei motivos para n&#227;o acreditar; mas a verdade &#233; que tudo em <i>Automata</i>&#160;me pareceu demasiado familiar para causar um entusiasmo genu&#237;no. Enfim, &#233; esperar para ver.&#160;</div><div><br></div><div>E a prop&#243;sito de robots (de <i>cyborgs</i>, se quisermos ser rigorosos): <a href="http://io9.com/the-live-action-ghost-in-the-shell-movie-may-have-found-1630467236/all"><b>Margot Robbie (<i>The Wolf of Wall Street</i>) poder&#225; ser a protagonista da adapta&#231;&#227;o <i>live action</i>&#160;de <i>Ghost in the Shell</i></b></a>, que est&#225; a ser produzida pela Dreamworks (com realiza&#231;&#227;o de Rupert Sanders, cujo curr&#237;culo como realizador de longas-metragens inclui apenas... <i>Snow White and the Huntsman</i>). O que equivale a dizer: Margot Robbie ir&#225; interpretar o papel da ic&#243;nica Major Motoko Kusanagi. <i>Whitewashing</i>&#160;&#224; parte, a not&#237;cia tem relevo sobretudo por confirmar que o projecto <i>live action</i>&#160;de <i>Ghost in the Shell</i>&#160;n&#227;o conheceu a mesma sorte que o de <i>Akira</i>, afortunadamente perdido no <i>development hell</i>&#160;de Hollywood - a readapta&#231;&#227;o vai mesmo avan&#231;ar. Uma vez mais: considerando que o (excelente) filme de Mamoru Oshii, para al&#233;m de ser uma obra-prima, permanece actual e pertinente, &#233; dif&#237;cil pensar em projecto mais desnecess&#225;rio entre a mais recente fornada de <i>remakes</i>&#160;estreados e anunciados.&#160;</div><div><br></div><div>Mas nem tudo s&#227;o m&#225;s not&#237;cias no que a <i>remakes</i>&#160;diz respeito: <a href="http://www.polygon.com/2014/9/1/6092801/resident-evil-trailer"><b>a Capcom encontra-se a adaptar para a gera&#231;&#227;o actual de consolas (e para PC) a vers&#227;o remasterizada do cl&#225;ssico <i>Resident Evil</i></b></a>, que &#224; &#233;poca foi desenvolvida apenas para a consola GameCube. Para quem, como eu, nunca teve a oportunidade de jogar o original na primeira Playstation e viu o <i>remake</i>&#160;(mais a prequela&#160;<i>Resident Evil 0</i>) ficar bloqueada pela exclusividade obtida pela Nintendo para a GameCube, isto s&#243; pode ser uma excelente not&#237;cia - mesmo que chegue com mais de uma d&#233;cada de atraso.&#160;</div><div><br></div><div><span>Fontes: <b><a href="http://io9.com/">io9</a> / </b><a href="http://www.theguardian.com/"><b>The Guardian</b></a><b> /&#160;<a href="http://www.polygon.com/2014/9/1/6092801/resident-evil-trailer">Polygon</a></b></span></div>]]></description>
		
		
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		<title>This happening world (22)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2014 23:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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Recuperando uma notícia já antiga: depois de ter demonstrado interesse no projecto, o SyFy Channel confirmou a produção da adaptação de Childhood's End, de Arthur C. Clarke, para uma mini-série televisiva de seis episódios, com estreia prevista para...]]></description>
		
		
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		<title>Lucy: Transcendência acidental</title>
		<link>http://viagem-andromeda.blogspot.com/2014/09/lucy-transcendencia-acidental.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2014 14:59:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><a href="http://1.bp.blogspot.com/-thxHnAcy4aM/VAXY5EsEyaI/AAAAAAAAIIw/l7LNDK2bqSw/s1600/lucy_poster.jpg"><img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-thxHnAcy4aM/VAXY5EsEyaI/AAAAAAAAIIw/l7LNDK2bqSw/s1600/lucy_poster.jpg" height="200" width="125"></a></div><div>Todos n&#243;s j&#225; sabemos que a velha ideia de que os seres humanos apenas utilizam dez por cento da sua capacidade cerebral n&#227;o passa de um mito pseudo-cient&#237;fico - o que certamente n&#227;o far&#225; quaisquer favores &#224; premissa de <i>Lucy</i>, o novo <i>thriller</i>&#160;de fic&#231;&#227;o cient&#237;fica do franc&#234;s Luc Besson, que procura explorar a transcend&#234;ncia humana (&#233; um dos temas em voga neste ano) e outras quest&#245;es filos&#243;ficas sobre a Humanidade, a vida e o universo a partir daquela ideia. &#201; certo: ouvi-la pela primeira vez revela-se um tanto ou quanto estranho, mesmo quando o discurso vem de Morgan Freeman. Mas Luc Besson, desconhecendo ou simplesmente n&#227;o se importando com a debilidade do conceito central, pede ao espectador que fa&#231;a o mesmo, e que o acompanhe numa viagem alucinante ao seu melhor estilo.</div><div><br></div><div>E a verdade &#233; que quem o fizer - quem aceitar o filme e a sua premissa nos seus pr&#243;prios termos - decerto encontrar&#225; pouco de que se queixar durante os 90 minutos que v&#227;o do in&#237;cio ao fim.</div><div><br></div><div>De forma muito sucinta (com pequenos <i>spoilers</i>), a trama acompanha Lucy (Scarlett Johansson), uma jovem norte-americana a viver em Taiwan que se v&#234; envolvida no neg&#243;cio de drogas de um <i>gang</i>&#160;sul-coerano a operar no territ&#243;rio. O envolvimento d&#225;-se por acidente - o seu namorado envolve-a contra a sua vontade ao faz&#234;-a entregar uma pasta a um hotel, para um homem chamado Jang (Min-sik Choi), mas tudo corre pelo pior a partir do primeiro momento.&#160;</div><div><br></div><div><a href="http://2.bp.blogspot.com/-Iy-vABI45ug/VAXZwBTeT3I/AAAAAAAAII4/lGmQnoY1srQ/s1600/lucy_01.png"><img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Iy-vABI45ug/VAXZwBTeT3I/AAAAAAAAII4/lGmQnoY1srQ/s1600/lucy_01.png"></a></div><div><br></div><div>Retida pela m&#225;fia sul-coreana, Lucy descobre que a pasta cont&#233;m quatro pacotes de uma droga experimental designada como CPH4 - e vai acordar algum tempo depois com um desses pacotes alojado no abd&#243;men, pronta para ser enviada para a Europa com tr&#234;s outros "correios". Mas quando um dos subalternos de Jang a agride, o pacote que transporta rompe-se e a droga come&#231;a a ser absorvida pelo seu corpo. E, nesse momento, tudo muda.</div><div><br></div><div><a href="http://3.bp.blogspot.com/-TJvWH6t5sI4/VAXaHUiAByI/AAAAAAAAIJA/eV3gu_BsQKE/s1600/lucy_02.png"><img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-TJvWH6t5sI4/VAXaHUiAByI/AAAAAAAAIJA/eV3gu_BsQKE/s1600/lucy_02.png"></a></div><div><br></div><div>A absor&#231;&#227;o da CPH4 come&#231;a a desbloquear as capacidades do seu corpo e do seu c&#233;rebro, expandindo a sua percep&#231;&#227;o para n&#237;veis inimagin&#225;veis e dando-lhe total controlo sobre a sua mem&#243;ria, o seu metabolismo e sobre tudo o que a rodeia - com capacidades telep&#225;ticas e telecin&#233;ticas inclu&#237;das. Procurando descobrir o que se passa consigo, Lucy vai contactar o professor Norman (Morgan Freeman), cuja investiga&#231;&#227;o na &#225;rea cerebral poder&#225; talvez ajud&#225;-la a resolver a sua situa&#231;&#227;o. E contacta ainda Pierre del Rio, um capit&#227;o da pol&#237;cia francesa, para que ele o ajude a recuperar os outros tr&#234;s pacotes de CPH4, com o objectivo levar a sua evolu&#231;&#227;o acelerada at&#233; &#224;s &#250;ltimas consequ&#234;ncias - mesmo com Jang no seu encal&#231;o.</div><div><br></div><div><a href="http://4.bp.blogspot.com/-ay1yo7AmlFQ/VAXaqKkBirI/AAAAAAAAIJQ/XqDfetsUDg0/s1600/lucy_04.jpg"><img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-ay1yo7AmlFQ/VAXaqKkBirI/AAAAAAAAIJQ/XqDfetsUDg0/s1600/lucy_04.jpg"></a></div><div><br></div><div>Se <i>Lucy</i>&#160;se consegue elevar acima das debilidades evidentes da sua premissa, isso deve-se em grande parte ao desempenho seguro e cred&#237;vel de Scarlett Johansson. Numa &#233;poca em que Zoe Saldana parece apostada em reinvindicar o t&#237;tulo de <i>rainha</i>&#160;dos <i>blockbusters</i>&#160;de fic&#231;&#227;o cient&#237;fica, Johansson vai mostrando, atrav&#233;s de uma sequ&#234;ncia de desempenhos not&#225;veis, por que motivo o seu rosto &#233; &#233; hoje em dia um dos mais vis&#237;veis e talentosos que o g&#233;nero tem no grande ecr&#227; (&#233; acompanhar a passagem da talentosa Natasha Romanoff do Marvel Cinematic Universe para a n&#227;o-humana de <i>Under the Skin</i>, at&#233; &#224; fr&#225;gil Lucy, capaz de transcender a sua humanidade por acidente). A transi&#231;&#227;o de faz da Lucy desorientada e assustada do primeiro acto para uma Lucy sobre-humana e cada vez mais distante &#233; soberba, e Johansson transposta todo o filme com facilidade e charme mesmo nos momentos que mais esticam a suspens&#227;o da descren&#231;a.</div><div><br></div><div><a href="http://2.bp.blogspot.com/-rDYt9-NmjnU/VAXaXq2jU3I/AAAAAAAAIJI/dgWmND6cTfU/s1600/lucy_03.jpg"><img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-rDYt9-NmjnU/VAXaXq2jU3I/AAAAAAAAIJI/dgWmND6cTfU/s1600/lucy_03.jpg"></a></div><div><br></div><div>E se a presen&#231;a e o desempenho de Johansson d&#227;o credibilidade &#224; trama, a realiza&#231;&#227;o segura e cin&#233;tica de Besson d&#227;o a todo o filme uma energia muito pr&#243;pria, tanto pelo ritmo que imprime &#224;s inevit&#225;veis sequ&#234;ncias de ac&#231;&#227;o como pelas op&#231;&#245;es pouco convencionais que emprega para contar a sua hist&#243;ria e sublinhar alguns momentos. A trama do primeiro acto, por exemplo, surge encaixada de forma inusitada entre imagens de vida selvagem que parecem retiradas de document&#225;rios da <i>National Geographic</i>&#160;- todo o <i>build-up</i>&#160;com a cena das chitas a ca&#231;ar &#233; excepcional pela forma como destaca o car&#225;cter indefeso da Lucy original e como estabelece um paralelo invulgar entre a aula do professor Norman, na qual ele explica a evolu&#231;&#227;o e o prop&#243;sito da vida. A ac&#231;&#227;o, quando surge, &#233; explosiva - ao melhor estilo de Besson, de resto, com uma persegui&#231;&#227;o alucinada em Paris e v&#225;rias sequ&#234;ncias de combate violento que ora s&#227;o levadas at&#233; ao final, ora s&#227;o subvertidas pelos poderes de Lucy.&#160;</div><div><br></div><div><a href="http://4.bp.blogspot.com/-BdaEWSccSog/VAXbBf7WRkI/AAAAAAAAIJY/KibMEKLEXAM/s1600/lucy_05.png"><img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-BdaEWSccSog/VAXbBf7WRkI/AAAAAAAAIJY/KibMEKLEXAM/s1600/lucy_05.png"></a></div><div><br></div><div>&#201; certo que, chegados ao final, ser&#225; talvez imposs&#237;vel n&#227;o reparar que <i>Lucy</i>&#160;tinha todos os elemementos necess&#225;rios para ser um filme muito mais profundo, complexo e emotivo do que foi - mesmo mantendo a premissa fr&#225;gil. O drama de algu&#233;m que consegue aceder &#224;s suas mem&#243;rias mais profundas e que alcan&#231;a a empatia absoluta &#233; aludido em breves momentos (como no encontro de Lucy com a sua colega de casa, ou, naquela que ser&#225; talvez a melhor cena do filme, quando telefona &#224; m&#227;e a partir do hospital), mas nunca levado &#224;s suas &#250;ltimas consequ&#234;ncias - e &#233; bom de ver que seria um tema fascinante de explorar. A necessidade de contacto com algu&#233;m terreno e "normal", sublinhada por uma deixa fugaz de Lucy para del Rio, foi tamb&#233;m uma possibilidade aludida, mas descartada em prol talvez de alguma ac&#231;&#227;o mais directa e visceral (convenhamos: a cruzada de Jang acaba por ser mesmo o ponto mais fraco do filme, por mais bem montada que esta - e est&#225; - a ac&#231;&#227;o). H&#225; na odisseia pessoal de Lucy v&#225;rios elementos que permitiriam a Besson construir um filme mais emotivo, mais tr&#225;gico at&#233;, mas que nunca s&#227;o devidamente aproveitados - surgem quase como memorados a indicar que a ideia est&#225; l&#225;, mas que o ponto n&#227;o &#233; esse.</div><div><br></div><div><a href="http://1.bp.blogspot.com/-YBagQHWK8Z0/VAXbSx5MdII/AAAAAAAAIJg/o1xL6Oo8wjw/s1600/lucy_06.png"><img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-YBagQHWK8Z0/VAXbSx5MdII/AAAAAAAAIJg/o1xL6Oo8wjw/s1600/lucy_06.png"></a></div><div><br></div><div>A pergunta acaba por se impor: qual &#233; o ponto, afinal? A resposta surge logo no in&#237;cio, na palestra do professor Norman - e &#233; essa vis&#227;o do que &#233; a vida que vai nortear algu&#233;m que est&#225; a transcender tudo o que entendemos por vida. Feitas as contas, a resolu&#231;&#227;o acaba por sair talvez demasiado cr&#237;ptica, algo perdida entre o frenesim da ac&#231;&#227;o e as alus&#245;es que Besson coloca ao longo da trama, ciente das conven&#231;&#245;es e das ideias do g&#233;nero em que situa o seu filme (<i>2001</i>&#160;&#233; revisitado aqui v&#225;rias vezes, nem sempre de forma &#243;bvia; e est&#225; longe de ser o &#250;nico), e as v&#225;rias pistas que deixa para possibilidades alternativas acabam por se revelar algo frustrantes por nunca serem concretizadas em pleno. Ao longo dos seus quase 90 minutos, por&#233;m, <i>Lucy</i>&#160;n&#227;o deixa muito espa&#231;o para reflectir sobre tais possibilidades - entre o drama da protagonista, a ac&#231;&#227;o en&#233;rgica e as imagens evocativas que Besson conjura, o filme revela-se intenso e divertido, e o encantamento (para quem, l&#225; est&#225;, consegue aceitar as limita&#231;&#245;es da premissa) mant&#233;m-se sem esfor&#231;o.&#160;<b>07/10</b></div><div><b><br></b></div><div><b>Lucy (2014)</b></div><div><b>Argumento e realiza&#231;&#227;o de Luc Besson</b></div><div><b>Com Scarlett Johansson, Morgan Freeman, Min-sik Choi e Amr Waked</b></div><div><b>89 minutos</b></div>]]></description>
		
		
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		<title>Lucy: Transcendência acidental</title>
		<link>http://viagem-andromeda.blogspot.com/2014/09/lucy-transcendencia-acidental.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2014 14:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
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		<title>Lucy: Transcendência acidental</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2014 14:59:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><a href="http://1.bp.blogspot.com/-thxHnAcy4aM/VAXY5EsEyaI/AAAAAAAAIIw/l7LNDK2bqSw/s1600/lucy_poster.jpg"><img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-thxHnAcy4aM/VAXY5EsEyaI/AAAAAAAAIIw/l7LNDK2bqSw/s1600/lucy_poster.jpg" height="200" width="125"></a></div><div>Todos n&#243;s j&#225; sabemos que a velha ideia de que os seres humanos apenas utilizam dez por cento da sua capacidade cerebral n&#227;o passa de um mito pseudo-cient&#237;fico - o que certamente n&#227;o far&#225; quaisquer favores &#224; premissa de <i>Lucy</i>, o novo <i>thriller</i>&#160;de fic&#231;&#227;o cient&#237;fica do franc&#234;s Luc Besson, que procura explorar a transcend&#234;ncia humana (&#233; um dos temas em voga neste ano) e outras quest&#245;es filos&#243;ficas sobre a Humanidade, a vida e o universo a partir daquela ideia. &#201; certo: ouvi-la pela primeira vez revela-se um tanto ou quanto estranho, mesmo quando o discurso vem de Morgan Freeman. Mas Luc Besson, desconhecendo ou simplesmente n&#227;o se importando com a debilidade do conceito central, pede ao espectador que fa&#231;a o mesmo, e que o acompanhe numa viagem alucinante ao seu melhor estilo.</div><div><br></div><div>E a verdade &#233; que quem o fizer - quem aceitar o filme e a sua premissa nos seus pr&#243;prios termos - decerto encontrar&#225; pouco de que se queixar durante os 90 minutos que v&#227;o do in&#237;cio ao fim.</div><div><br></div><div>De forma muito sucinta (com pequenos <i>spoilers</i>), a trama acompanha Lucy (Scarlett Johansson), uma jovem norte-americana a viver em Taiwan que se v&#234; envolvida no neg&#243;cio de drogas de um <i>gang</i>&#160;sul-coerano a operar no territ&#243;rio. O envolvimento d&#225;-se por acidente - o seu namorado envolve-a contra a sua vontade ao faz&#234;-a entregar uma pasta a um hotel, para um homem chamado Jang (Min-sik Choi), mas tudo corre pelo pior a partir do primeiro momento.&#160;</div><div><br></div><div><a href="http://2.bp.blogspot.com/-Iy-vABI45ug/VAXZwBTeT3I/AAAAAAAAII4/lGmQnoY1srQ/s1600/lucy_01.png"><img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Iy-vABI45ug/VAXZwBTeT3I/AAAAAAAAII4/lGmQnoY1srQ/s1600/lucy_01.png"></a></div><div><br></div><div>Retida pela m&#225;fia sul-coreana, Lucy descobre que a pasta cont&#233;m quatro pacotes de uma droga experimental designada como CPH4 - e vai acordar algum tempo depois com um desses pacotes alojado no abd&#243;men, pronta para ser enviada para a Europa com tr&#234;s outros "correios". Mas quando um dos subalternos de Jang a agride, o pacote que transporta rompe-se e a droga come&#231;a a ser absorvida pelo seu corpo. E, nesse momento, tudo muda.</div><div><br></div><div><a href="http://3.bp.blogspot.com/-TJvWH6t5sI4/VAXaHUiAByI/AAAAAAAAIJA/eV3gu_BsQKE/s1600/lucy_02.png"><img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-TJvWH6t5sI4/VAXaHUiAByI/AAAAAAAAIJA/eV3gu_BsQKE/s1600/lucy_02.png"></a></div><div><br></div><div>A absor&#231;&#227;o da CPH4 come&#231;a a desbloquear as capacidades do seu corpo e do seu c&#233;rebro, expandindo a sua percep&#231;&#227;o para n&#237;veis inimagin&#225;veis e dando-lhe total controlo sobre a sua mem&#243;ria, o seu metabolismo e sobre tudo o que a rodeia - com capacidades telep&#225;ticas e telecin&#233;ticas inclu&#237;das. Procurando descobrir o que se passa consigo, Lucy vai contactar o professor Norman (Morgan Freeman), cuja investiga&#231;&#227;o na &#225;rea cerebral poder&#225; talvez ajud&#225;-la a resolver a sua situa&#231;&#227;o. E contacta ainda Pierre del Rio, um capit&#227;o da pol&#237;cia francesa, para que ele o ajude a recuperar os outros tr&#234;s pacotes de CPH4, com o objectivo levar a sua evolu&#231;&#227;o acelerada at&#233; &#224;s &#250;ltimas consequ&#234;ncias - mesmo com Jang no seu encal&#231;o.</div><div><br></div><div><a href="http://4.bp.blogspot.com/-ay1yo7AmlFQ/VAXaqKkBirI/AAAAAAAAIJQ/XqDfetsUDg0/s1600/lucy_04.jpg"><img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-ay1yo7AmlFQ/VAXaqKkBirI/AAAAAAAAIJQ/XqDfetsUDg0/s1600/lucy_04.jpg"></a></div><div><br></div><div>Se <i>Lucy</i>&#160;se consegue elevar acima das debilidades evidentes da sua premissa, isso deve-se em grande parte ao desempenho seguro e cred&#237;vel de Scarlett Johansson. Numa &#233;poca em que Zoe Saldana parece apostada em reinvindicar o t&#237;tulo de <i>rainha</i>&#160;dos <i>blockbusters</i>&#160;de fic&#231;&#227;o cient&#237;fica, Johansson vai mostrando, atrav&#233;s de uma sequ&#234;ncia de desempenhos not&#225;veis, por que motivo o seu rosto &#233; &#233; hoje em dia um dos mais vis&#237;veis e talentosos que o g&#233;nero tem no grande ecr&#227; (&#233; acompanhar a passagem da talentosa Natasha Romanoff do Marvel Cinematic Universe para a n&#227;o-humana de <i>Under the Skin</i>, at&#233; &#224; fr&#225;gil Lucy, capaz de transcender a sua humanidade por acidente). A transi&#231;&#227;o de faz da Lucy desorientada e assustada do primeiro acto para uma Lucy sobre-humana e cada vez mais distante &#233; soberba, e Johansson transposta todo o filme com facilidade e charme mesmo nos momentos que mais esticam a suspens&#227;o da descren&#231;a.</div><div><br></div><div><a href="http://2.bp.blogspot.com/-rDYt9-NmjnU/VAXaXq2jU3I/AAAAAAAAIJI/dgWmND6cTfU/s1600/lucy_03.jpg"><img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-rDYt9-NmjnU/VAXaXq2jU3I/AAAAAAAAIJI/dgWmND6cTfU/s1600/lucy_03.jpg"></a></div><div><br></div><div>E se a presen&#231;a e o desempenho de Johansson d&#227;o credibilidade &#224; trama, a realiza&#231;&#227;o segura e cin&#233;tica de Besson d&#227;o a todo o filme uma energia muito pr&#243;pria, tanto pelo ritmo que imprime &#224;s inevit&#225;veis sequ&#234;ncias de ac&#231;&#227;o como pelas op&#231;&#245;es pouco convencionais que emprega para contar a sua hist&#243;ria e sublinhar alguns momentos. A trama do primeiro acto, por exemplo, surge encaixada de forma inusitada entre imagens de vida selvagem que parecem retiradas de document&#225;rios da <i>National Geographic</i>&#160;- todo o <i>build-up</i>&#160;com a cena das chitas a ca&#231;ar &#233; excepcional pela forma como destaca o car&#225;cter indefeso da Lucy original e como estabelece um paralelo invulgar entre a aula do professor Norman, na qual ele explica a evolu&#231;&#227;o e o prop&#243;sito da vida. A ac&#231;&#227;o, quando surge, &#233; explosiva - ao melhor estilo de Besson, de resto, com uma persegui&#231;&#227;o alucinada em Paris e v&#225;rias sequ&#234;ncias de combate violento que ora s&#227;o levadas at&#233; ao final, ora s&#227;o subvertidas pelos poderes de Lucy.&#160;</div><div><br></div><div><a href="http://4.bp.blogspot.com/-BdaEWSccSog/VAXbBf7WRkI/AAAAAAAAIJY/KibMEKLEXAM/s1600/lucy_05.png"><img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-BdaEWSccSog/VAXbBf7WRkI/AAAAAAAAIJY/KibMEKLEXAM/s1600/lucy_05.png"></a></div><div><br></div><div>&#201; certo que, chegados ao final, ser&#225; talvez imposs&#237;vel n&#227;o reparar que <i>Lucy</i>&#160;tinha todos os elemementos necess&#225;rios para ser um filme muito mais profundo, complexo e emotivo do que foi - mesmo mantendo a premissa fr&#225;gil. O drama de algu&#233;m que consegue aceder &#224;s suas mem&#243;rias mais profundas e que alcan&#231;a a empatia absoluta &#233; aludido em breves momentos (como no encontro de Lucy com a sua colega de casa, ou, naquela que ser&#225; talvez a melhor cena do filme, quando telefona &#224; m&#227;e a partir do hospital), mas nunca levado &#224;s suas &#250;ltimas consequ&#234;ncias - e &#233; bom de ver que seria um tema fascinante de explorar. A necessidade de contacto com algu&#233;m terreno e "normal", sublinhada por uma deixa fugaz de Lucy para del Rio, foi tamb&#233;m uma possibilidade aludida, mas descartada em prol talvez de alguma ac&#231;&#227;o mais directa e visceral (convenhamos: a cruzada de Jang acaba por ser mesmo o ponto mais fraco do filme, por mais bem montada que esta - e est&#225; - a ac&#231;&#227;o). H&#225; na odisseia pessoal de Lucy v&#225;rios elementos que permitiriam a Besson construir um filme mais emotivo, mais tr&#225;gico at&#233;, mas que nunca s&#227;o devidamente aproveitados - surgem quase como memorados a indicar que a ideia est&#225; l&#225;, mas que o ponto n&#227;o &#233; esse.</div><div><br></div><div><a href="http://1.bp.blogspot.com/-YBagQHWK8Z0/VAXbSx5MdII/AAAAAAAAIJg/o1xL6Oo8wjw/s1600/lucy_06.png"><img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-YBagQHWK8Z0/VAXbSx5MdII/AAAAAAAAIJg/o1xL6Oo8wjw/s1600/lucy_06.png"></a></div><div><br></div><div>A pergunta acaba por se impor: qual &#233; o ponto, afinal? A resposta surge logo no in&#237;cio, na palestra do professor Norman - e &#233; essa vis&#227;o do que &#233; a vida que vai nortear algu&#233;m que est&#225; a transcender tudo o que entendemos por vida. Feitas as contas, a resolu&#231;&#227;o acaba por sair talvez demasiado cr&#237;ptica, algo perdida entre o frenesim da ac&#231;&#227;o e as alus&#245;es que Besson coloca ao longo da trama, ciente das conven&#231;&#245;es e das ideias do g&#233;nero em que situa o seu filme (<i>2001</i>&#160;&#233; revisitado aqui v&#225;rias vezes, nem sempre de forma &#243;bvia; e est&#225; longe de ser o &#250;nico), e as v&#225;rias pistas que deixa para possibilidades alternativas acabam por se revelar algo frustrantes por nunca serem concretizadas em pleno. Ao longo dos seus quase 90 minutos, por&#233;m, <i>Lucy</i>&#160;n&#227;o deixa muito espa&#231;o para reflectir sobre tais possibilidades - entre o drama da protagonista, a ac&#231;&#227;o en&#233;rgica e as imagens evocativas que Besson conjura, o filme revela-se intenso e divertido, e o encantamento (para quem, l&#225; est&#225;, consegue aceitar as limita&#231;&#245;es da premissa) mant&#233;m-se sem esfor&#231;o.&#160;<b>07/10</b></div><div><b><br></b></div><div><b>Lucy (2014)</b></div><div><b>Argumento e realiza&#231;&#227;o de Luc Besson</b></div><div><b>Com Scarlett Johansson, Morgan Freeman, Min-sik Choi e Amr Waked</b></div><div><b>89 minutos</b></div>]]></description>
		
		
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