<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>banda desenhada &#8211; Simetria FC&amp;F</title>
	<atom:link href="https://simetria.org/tag/banda-desenhada/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://simetria.org</link>
	<description>Associação Portuguesa de Ficção Científica e Fantástico</description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Jul 2020 11:38:53 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://simetria.org/wp-content/uploads/2016/02/logo-simetria-expandido-4-150x150.png</url>
	<title>banda desenhada &#8211; Simetria FC&amp;F</title>
	<link>https://simetria.org</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9761121</site>	<item>
		<title>Pandemias e distopias</title>
		<link>https://simetria.org/pandemias-e-distopias/</link>
					<comments>https://simetria.org/pandemias-e-distopias/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luís Richheimer de Sequeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2020 11:35:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Recensões]]></category>
		<category><![CDATA[banda desenhada]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simetria.org/?p=49867</guid>

					<description><![CDATA[Será assim em 2025? Não teremos outra alternativa senão forçar ao confinamento aqueles teimosos que insistem que este vírus é «uma gripezinha», ou, nas palavras inspiradoras do presidente Bolsonaro, «apenas um resfriado», para conter o vírus até haver uma cura? A imagem tem a sua história, e, dado que provavelmente ainda tem copyrights, mais vale [&#8230;]]]></description>
		
					<wfw:commentRss>https://simetria.org/pandemias-e-distopias/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">49867</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Ghost in the Shell 1.5: Human-Error Processor: Policial cyberpunk</title>
		<link>http://viagem-andromeda.blogspot.com/2014/08/ghost-in-shell-15-human-error-processor.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2014 07:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<category><![CDATA[banda desenhada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://simetria.org/?guid=c13c17f1dba6a3fb855f13ba21765738</guid>

					<description><![CDATA[Em larga medida, a força de Ghost in the Shell&#160;de Shirow Masamune no contexto do cyberpunk&#160;reside na forma como o autor japonês optou por pegar nos temas mais clássicos do subgénero enquanto subverteu todas as suas convenções, afastando-se da...]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">49534</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Ghost in the Shell 1.5: Human-Error Processor: Policial cyberpunk</title>
		<link>http://viagem-andromeda.blogspot.com/2014/08/ghost-in-shell-15-human-error-processor.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2014 07:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[banda desenhada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simetria.org/?guid=c13c17f1dba6a3fb855f13ba21765738</guid>

					<description><![CDATA[


Em larga medida, a força de Ghost in the Shell&#160;de Shirow Masamune no contexto do cyberpunk&#160;reside na forma como o autor japonês optou por pegar nos temas mais clássicos do subgénero enquanto subverteu todas as suas convenções, afastando-se...]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">55694</post-id>	</item>
		<item>
		<title>As Fantásticas Aventuras de Dog Mendonça e Pizza Boy, Volume II: Apocalipse: Proporções bíblicas</title>
		<link>http://viagem-andromeda.blogspot.com/2014/08/as-fantasticas-aventuras-de-dog.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2014 22:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<category><![CDATA[banda desenhada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.simetria.org/?guid=998adbf7e5357e109c86a4e37e970329</guid>

					<description><![CDATA[<div><a href="http://3.bp.blogspot.com/-uZwKm_glxk8/U9wQNDsRqVI/AAAAAAAAH_s/LWuq9WNBJcw/s1600/as+extraordinarias+aventuras+de+dog+mendon%C3%A7a+e+pizza+boy+2_capa.jpg"><img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-uZwKm_glxk8/U9wQNDsRqVI/AAAAAAAAH_s/LWuq9WNBJcw/s1600/as+extraordinarias+aventuras+de+dog+mendon%C3%A7a+e+pizza+boy+2_capa.jpg" height="200" width="140"></a></div><div>Depois das <i><a href="http://viagem-andromeda.blogspot.pt/2013/04/a-lisboa-fantastica-e-hilariante-de-as.html">Incr&#237;veis</a></i>, era inevit&#225;vel que se seguissem as <i>Extraordin&#225;rias</i>&#160;- e refiro-me, como &#233; evidente, &#224;s aventuras de <i>Dog Mendon&#231;a e Pizzaboy</i>, a banda desenhada escrita por Filipe Melo e ilustrada por Juan Cavia e Santiago Villa que em 2011 viu publicada a sua segunda parte, intitulada <i>Apocalipse</i>. Um t&#237;tulo sem d&#250;vida apropriado, sobretudo se considerarmos o desafio que ter&#225; decerto colocado aos autores. Afinal, o primeiro volume da s&#233;rie adquiriu uma enorme popularidade, fruto da hist&#243;ria bem constru&#237;da e bem humorada, inspirada nas aventuras cinematogr&#225;ficas de outros tempos e bem ancorada em refer&#234;ncias, alus&#245;es e <i>easter eggs</i>; e a ilustra&#231;&#227;o inspirada soube explorar a narrativa e elev&#225;-la com talento e com uma grande aten&#231;&#227;o ao detalhe.&#160;</div><div><br></div><div>Ser&#225; talvez dif&#237;cil, ap&#243;s a leitura de <i>As Fant&#225;sticas Aventuras de Dog Mendon&#231;a e Pizzaboy</i>, n&#227;o chegar &#224; conclus&#227;o de que Melo, Cavia e Villa foram absolutamente bem sucedidos no desafio que se propuseram: conseguiram demonstrar que a premissa original n&#227;o se esgotou no primeiro &#225;lbum, mas que pode ser explorada em novas hist&#243;rias de forma ao mesmo tempo pr&#243;xima e distante da original. Cedendo &#224; tenta&#231;&#227;o de pegar no "gancho" que deixou no final do primeiro volume - a invas&#227;o alien&#237;gena que leva o grupo a reunir-se de novo -, Filipe Melo arriscou numa elipse que transportou a hist&#243;ria alguns anos para o futuro e para as vidas pacatas que as personagens levam: Dog e Pazuul no seu gabinete sem muito que fazer, Eurico a trabalhar num <i>call center</i>&#160;com o seu amigo Vasco (a subvers&#227;o ao t&#237;tulo &#233; interessante, e quase parece indiciar um subtexto de coment&#225;rio social).&#160;</div><div><br></div><div>E nesse futuro o Apocalipse b&#237;blico est&#225; iminente, surgindo interligado com a hist&#243;ria - t&#227;o portuguesa, afinal - das apari&#231;&#245;es de F&#225;tima, e dando aos autores um pretexto &#250;nico para alargarem os horizontes da trama para l&#225; de Lisboa. O pr&#243;logo, por exemplo, abre em pleno Vaticano, e no decorrer da ac&#231;&#227;o os her&#243;is ter&#227;o de fazer uma viagem atribulada ao santu&#225;rio de F&#225;tima, com o prop&#243;sito de descobrir algumas pistas sobre os acontecimentos em curso e de obter uma aliada surpreendente - naquela que ser&#225; talvez a passagem mais divertida de toda a s&#233;rie.&#160;</div><div><br></div><div>No que ao enredo diz respeito, Filipe Melo provou estar uma vez mais, e passe a express&#227;o, a jogar em casa. A hist&#243;ria flui pelas vinhetas com um ritmo fren&#233;tico e aquele delicioso sabor <i>pulp</i>&#160;das grandes aventuras sobrenaturais, exageradas e divertid&#237;ssimas. Os clich&#233;s continuam a ser uma constante, intencionais como sempre, e invariavelmente bem desmontados pelos acontecimento ou por alguma deixa mais oportuna (o piano a cair,&#160;os quatro cavaleiros, os <i>zombies</i>&#160;- mais interessantes sobretudo quando se repara que o pref&#225;cio foi escrito por George Romero) - nada ali surge por acaso, ou por mera conveni&#234;ncia. E h&#225; os momentos de humor puro, a todos os n&#237;veis hilariantes - a B&#237;blia infantil, a batalha no Marqu&#234;s de Pombal com um tuno muito infeliz, a sess&#227;o de pancadaria final que surge fora das pranchas para surgir descrita por Dog (e pelas express&#245;es de Pazuul) de forma t&#227;o vaga quanto sugestiva.&#160;</div><div><br></div><div><a href="http://4.bp.blogspot.com/-S6A6QNIg39A/U9wQRgg69xI/AAAAAAAAH_0/uS6WJLVN9R0/s1600/as+extraordinarias+aventuras+de+dog+mendon%C3%A7a+e+pizza+boy+2_01.jpg"><img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-S6A6QNIg39A/U9wQRgg69xI/AAAAAAAAH_0/uS6WJLVN9R0/s1600/as+extraordinarias+aventuras+de+dog+mendon%C3%A7a+e+pizza+boy+2_01.jpg"></a></div><div><br></div><div>A complementar e a avolumar a trama tecida por Filipe Melo est&#225; a ilustra&#231;&#227;o not&#225;vel de Juan Cavia e Santiago Villa - o tra&#231;o cada vez mais seguro, as cores sempre perfeitas, as personagens expressivas mesmo quando o ponto &#233; a sua inexpressividade. Cavia e Villa deliciam os leitores com algumas imagens memor&#225;veis da Lisboa apocal&#237;ptica, como o choque de tit&#227;s no Marqu&#234;s, a praga de gafanhotos sobre as Amoreiras ou a vis&#227;o da Outra Banda, junto &#224; Ponte 25 de Abril, com o c&#233;u de tom vermelho-sangue. O talento desta dupla de ilustradores argentinos j&#225; tinha ficado bem patente no primeiro &#225;lbum, mas neste segundo decidiram subir a parada - e fizeram-no com mestria, como se pode ver.&#160;</div><div><br></div><div>Dada a qualidade superlativa do primeiro volume, &#233; dif&#237;cil argumentar que este <i>Apocalipse</i>&#160;seja um daqueles raros casos em que - recuperando a compara&#231;&#227;o com o cinema, arte sempre t&#227;o presente nas hist&#243;rias de Dog Mendon&#231;a e Pizzaboy - a sequela se revela melhor que o original. Mas ser&#225; sem d&#250;vida um daqueles casos, igualmente raros, em que a sequela conseguiu alcan&#231;ar a fasquia do original, e abrir-lhe novas possibilidades sem se afastar da f&#243;rmula que se revelou t&#227;o bem sucedida. Se em 2011 ainda fosse necess&#225;rio demonstrar os m&#233;ritos e a singularidade de <i>Dog Mendon&#231;a e Pizzaboy</i>&#160;no panorama da banda desenhada nacional, este <i>Apocalipse</i>&#160;seria mais do que suficiente para dissipar todas as d&#250;vidas.&#160;</div><div><br></div>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11443</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Sandman Vol. 2: The Doll&#8217;s House: O sonho e o pesadelo</title>
		<link>http://viagem-andromeda.blogspot.com/2014/07/sandman-vol-2-dolls-house-o-sonho-e-o.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2014 07:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<category><![CDATA[banda desenhada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.simetria.org/?guid=6481974130cf9fb629951a099e2de328</guid>

					<description><![CDATA[<div><a href="http://4.bp.blogspot.com/-PWFcEpMcpa8/U7Yk5CWOlrI/AAAAAAAAH4U/l1xCMKbiU40/s1600/sandman+vol+2+the+dolls+house.jpg"><img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-PWFcEpMcpa8/U7Yk5CWOlrI/AAAAAAAAH4U/l1xCMKbiU40/s1600/sandman+vol+2+the+dolls+house.jpg" height="200" width="130"></a></div><div>&#201; dif&#237;cil falar de <i>The Sandman</i>&#160;a partir de qualquer uma das suas divis&#245;es - fasc&#237;culos, novelas gr&#225;ficas em <i>trade paperback</i>. A teia que Neil Gaiman tece adensa-se a cada vinheta, e cada pequena hist&#243;ria s&#243; na apar&#234;ncia se mostra isolada ou de import&#226;ncia passageira, servindo de catalisador para a trama avan&#231;ar por caminhos que se manifestam com frequ&#234;ncia inesperados. H&#225; alguns meses, dediquei este espa&#231;o ao primeiro volume da colec&#231;&#227;o, <i>Preludes &#38; Nocturnes</i>, que junta os primeiros oito fasc&#237;culos e estabelece uma certa continuidade narrativa nos universos de <i>comics</i>&#160;da DC (o pr&#243;prio Sandman, de resto, &#233; recuperado de forma especialmente imaginativa por Gaiman). Por uma quest&#227;o de simplifica&#231;&#227;o, e por as edi&#231;&#245;es em <i>trade paperback</i>&#160;estarem a marcar o ritmo (lento) da leitura, avan&#231;arei hoje para o segundo volume, <i>The Doll's House</i>.&#160;</div><div><br></div><div>O primeiro aspecto a notar nos oito contidos em <i>The Doll's House</i>&#160;&#233; o afastamento not&#243;rio e progressivo deste universo ficcional da restante continuidade da DC/Vertigo - depois da apari&#231;&#227;o de v&#225;rias personagens cl&#225;ssicas como John Constantine, Martian Manhunter e Dr. Destiny,&#160;<i>Sandman</i>&#160;afasta-se dos <i>cameos </i>&#160;para se centrar nas suas pr&#243;prias personagens e na sua pr&#243;pria intriga. E aqui, no seu territ&#243;rio, come&#231;a a lan&#231;ar sementes que decerto dar&#227;o frutos inesperados enquanto desenvolve a hist&#243;ria de Rose Walker, neta de Unity Kinkaid, que padeceu na adolesc&#234;ncia do misterioso sono que se abateu sobre algumas pessoas na sequ&#234;ncia da captura e do subsequente encarceramento de Morpheus, para voltar a acordar na velhice. Rose est&#225; intimamente ligada ao Sonho, e na sua trama unem-se as fugas tortuosas de quatro criaturas do dom&#237;nio de Morpheus, que o Senhor dos Sonhos se v&#234; obrigado a perseguir e a capturar. Desire e Despair, duas&#160;<i>Endless</i>&#160;como o protagonista, s&#227;o introduzidas logo no in&#237;cio da trama, numa tentativa de manipula&#231;&#227;o dos acontecimentos, e do seu irm&#227;o mais velho, para fins que s&#243; Desire conhecer&#225;.&#160;</div><div><br></div><div>A forma como Gaiman desenvolve a hist&#243;ria atrav&#233;s de hist&#243;rias, com detalhes na apar&#234;ncia laterais a assumirem grande import&#226;ncia mais &#224; frente, assemelha-se quase a uma tape&#231;aria que o autor tece com mestria, dando forma a um padr&#227;o inintelig&#237;vel cuja verdadeira imagem s&#243; se poder&#225; adivinhar quando tudo estiver dito - a cada ponto evocando aquilo que ficou para tr&#225;s e deixando ind&#237;cios do que se seguir&#225;. No pr&#243;logo, uma viagem at&#233; um passado proto-mitol&#243;gico que conta a hist&#243;ria da Rainha Nada e do seu romance tr&#225;gico com o Senhor dos Sonhos, encontramos uma passagem intrigante, aludida por Desire mas intimamente ligada &#224; passagem de Morpheus pelo Inferno em <i>Preludes</i>, e a antever aquele que ser&#225; porventura o mais importante dos acontecimentos narrados no quarto volume, <i>Season of Mists</i>. Da fuga de Brute e Glob emerge, com discri&#231;&#227;o, a fam&#237;lia Hall, cujo &#250;nico descendente assumir&#225; um papel determinante no desfecho de toda a s&#233;rie; e do interl&#250;dio entre Morpheus e Hob Gadling, introduz de passagem William Shakespeare e Johanna Constantine, que n&#227;o surgem aqui por acaso. Outro autor, com mais ambi&#231;&#227;o do que talento, poderia aqui dar um passo maior do que a perna e dispersar a trama ao ponto de se revelar imposs&#237;vel atar as v&#225;rias pontas soltas e restabelecer a coes&#227;o do arco narrativo principal, mas Gaiman n&#227;o d&#225; ponto sem n&#243;: cada pormenor surge encaixado com precis&#227;o no momento certo, sem que em momento algum a trama se disperse sem prop&#243;sito; e a cada nova passagem consegue surpreender pela imagina&#231;&#227;o das suas tramas (a conven&#231;&#227;o de <i>serial killers</i>&#160;&#233; de antologia).</div><div><br></div><div>Em <i>The Doll's House</i>&#160;encontramos um Gaiman na plena posse das suas capacidades de contador de hist&#243;rias atrav&#233;s da simbiose entre a palavra escrita e a ilustra&#231;&#227;o - e a sua prosa eficaz, evocativa e rica em refer&#234;ncias liter&#225;rias faz-se acompanhar pela arte s&#243;lida e consistente de v&#225;rios ilustradores e coloristas, como Mike Dringenberg, Malcolm Jones III, Chris Bachalo, Steve Parkhouse, Michael Zully, Dave McKean, Sam Kieth e Robbie Busch. H&#225; momentos de grande inspira&#231;&#227;o, como o sonho de Rose com o censo no Sonho, deliciosamente expandido pelas p&#225;ginas; ou a Parte 3, intitulada <i>Playing House</i>, no dom&#237;nio nos sonhos de Jed, com uma ilustra&#231;&#227;o soberba no confronto de Morpheus com um oponente inesperado. Mas mesmo a imagem acaba por ser um pouco secund&#225;ria; <i>Sandman</i>, para todos os efeitos, continua a ser uma narrativa de car&#225;cter profundamente liter&#225;rio, cujos alicerces residem sobretudo na for&#231;a das palavras de Gaiman e na verosimilhan&#231;a das suas extraordin&#225;rias personagens, numa das hist&#243;rias mais fascinantes da fantasia moderna.&#160;</div><div><br></div><div><span>* Conclui h&#225; dias a leitura de <i>Season of Mists</i>, o quarto volume da colec&#231;&#227;o (logo falarei dele outro dia, depois de <i>Dream Country</i>). Ainda h&#225;, como &#233; bom de ver, um longo caminho a percorrer nesta leitura fascinante, pelo que fica o apelo para que se evitem <i>spoilers</i>&#160;em eventuais coment&#225;rios.</span></div>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11221</post-id>	</item>
		<item>
		<title>This happening world (15)</title>
		<link>http://viagem-andromeda.blogspot.com/2014/06/this-happening-world-15.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2014 02:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<category><![CDATA[banda desenhada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.simetria.org/?guid=097d7295ee1f659642da5e4efffaa552</guid>

					<description><![CDATA[<div>Uma das not&#237;cias mais interessantes e inesperadas dos &#250;ltimos tempos foi o regresso furtivo de Bill Watterson, o c&#233;lebre e eremita autor de <i>Calvin &#38; Hobbes</i>, talvez a mais aclamada das <i>comic strips</i>&#160;(pr&#233; e p&#243;s-advento do <i>webcomic</i>). Watterson n&#227;o voltou a desenhar <i>Calvin &#38; Hobbes</i>, note-se - a sua despedida no final de 1995 mant&#233;m-se firme como sempre - mas, para surpresa do cartoonista Stephen Pastis, autor da tira <i>Pearls Before Swine</i>, respondeu &#224; sua carta e prop&#244;s-se desenhar anonimamente algumas tiras. Olhando para o resultado, &#233; dif&#237;cil n&#227;o reconhecer o estilo inconfund&#237;vel de Watterson - sobretudo na segunda tira, recuperando em simult&#226;neo as alus&#245;es frequentes &#224; fic&#231;&#227;o cient&#237;fica <i>pulp</i>&#160;e as hist&#243;rias do Astronauta Spiff. E no texto, claro - <i>the art form's dying</i>. As tr&#234;s tiras podem ser encontradas <a href="http://www.gocomics.com/pearlsbeforeswine/2014/06/04#.U5otyPldXnh"><b>aqui</b></a>, <b><a href="http://www.gocomics.com/pearlsbeforeswine/2014/06/05#.U5otyvldXnh">aqui</a></b> e <b><a href="http://www.gocomics.com/pearlsbeforeswine/2014/06/06#.U5otzPldXnh">aqui</a></b>. A hist&#243;ria, essa, <a href="http://stephanpastis.wordpress.com/2014/06/07/ever-wished-that-calvin-and-hobbes-creator-bill-watterson-would-return-to-the-comics-page-well-he-just-did/">&#233; contada pelo pr&#243;prio Pastis no seu blogue</a> (via <b><a href="http://io9.com/the-creator-of-calvin-and-hobbes-has-been-drawing-a-com-1587545242/all">io9</a></b>).</div><div><br></div><div>E j&#225; que estamos nos criadores <i>discretos</i>&#160;(passe o eufemismo): o <a href="http://www.eurogamer.net/articles/2014-05-25-richard-garfield-king-of-the-cards">Eurogamer</a> publicou <a href="http://www.eurogamer.net/articles/2014-05-25-richard-garfield-king-of-the-cards">uma entrevista com Richard Garfield, o criador de <i>Magic: the Gathering</i></a>. Na entrevista, Garfield fala sobre a sua filosofia de cria&#231;&#227;o de jogos, sobre o seu afastamento volunt&#225;rio da direc&#231;&#227;o criativa do jogo que concebeu e que se viria a tornar no arauto dos jogos de cartas coleccion&#225;veis (um formato que re&#250;ne, entre os seus v&#225;rios t&#237;tulos e variantes diversas, milh&#245;es de jogadores em todo o mundo), e sobre a import&#226;ncia dos jogos enquanto forma de interac&#231;&#227;o e socializa&#231;&#227;o.&#160;</div><div><br></div><div>No <a href="http://www.forbes.com/games/">blogue de <i>gaming</i>&#160;da Forbes</a>, <a href="http://www.forbes.com/sites/insertcoin/2014/06/06/the-one-problem-titanfall-watch-dogs-and-destiny-may-all-share/">Paul Tassi nota a aus&#234;ncia de personagens memor&#225;veis em alguns dos mais recentes &#234;xitos da ind&#250;stria dos videojogos</a>. Pegando nos exemplos dos muito antecipados <i>Titanfall</i>, <i>Watch Dogs</i> e <i>Destiny</i>, Tassi interroga-se&#160;sobre a falta de personagens carism&#225;ticas, capazes de sair do meio e de se tornar parte da cultura popular (como Mario ou Lara Croft, entre muitos outros), nos videojogos contempor&#226;neos - quando alguns dos seus t&#237;tulos mais populares parecem mais focados na jogabilidade. &#201; um ponto de vista interessante e merecedor de reflex&#227;o - quais foram, afinal, as &#250;ltimas grandes personagens que os est&#250;dios apresentaram? GlaDOS e Shepard, provavelmente.</div><div><br></div><div>Na sua rubrica semanal no <a href="http://io9.com/">io9</a>, "<a href="http://io9.com/tag/postal-apocalypse">Postal Apocalypse</a>", <a href="http://io9.com/why-theres-no-goddamn-point-in-ever-making-an-american-1589279258/all">Rob Bricken explica por que motivo um eventual <i>remake</i>&#160;em <i>live action</i>&#160;de <i>Akira</i>&#160;ficar&#225; sempre muito aqu&#233;m do original de anima&#231;&#227;o de Katsuhiro Otomo</a> - mesmo que, em termos pr&#225;ticos, de tal projecto resultasse um bom filme. A argumenta&#231;&#227;o de Bricken assenta numa ideia bem sintetizada pelo pr&#243;prio: "Any adaptation - in medium, setting, whatever - lessens the power of the original." A compara&#231;&#227;o com o <i>Watchmen</i>&#160;de Zack Snyder &#233; especialmente ilustrativa do ponto.&#160;</div><div><br></div><div>Na E3, a CD Projekt Red disponibilizou um novo trailer para o muito aguardado terceiro cap&#237;tulo da hist&#243;ria interactiva de Geralt of Rivia: <i>The Witcher 3: Wild Hunt</i>. Com lan&#231;amento previsto para o in&#237;cio de 2015. (via: <a href="http://www.rockpapershotgun.com/2014/06/05/witcher-3-release-date-2/#more-211493">Rock, Paper, Shotgun</a>)</div><div><br></div> <br><div><br></div><div><span>Fontes: <b><a href="http://stephanpastis.wordpress.com/">Stephen Pastis</a> / <a href="http://io9.com/">io9</a> / <a href="http://www.forbes.com/games/">Forbes</a>&#160;/ <a href="http://www.eurogamer.net/articles/2014-05-25-richard-garfield-king-of-the-cards">Eurogamer</a> / <a href="http://www.rockpapershotgun.com/">Rock, Paper, Shotgun</a></b></span></div>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11041</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Sin City: A Dame To Kill For: Novo trailer</title>
		<link>http://viagem-andromeda.blogspot.com/2014/06/sin-city-dame-to-kill-for-novo-trailer.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2014 07:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<category><![CDATA[banda desenhada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.simetria.org/?guid=adb593b1ca34cca32edc5b8b41150c52</guid>

					<description><![CDATA[<div><i>Sin City</i>, a banda desenhada <i>neo-noir</i>&#160;de Frank Miller, n&#227;o encaixa exactamente nos g&#233;neros do Fant&#225;stico - mas o seu arrojo est&#233;tico e a sua recupera&#231;&#227;o de tem&#225;ticas e de uma certa iconografia reminiscente das <i>pulps</i>&#160;fazem com que seja sempre merecedora de destaque, tanto no seu formato original como nas adapta&#231;&#245;es cinematogr&#225;ficas de Miller com Robert Rodriguez. Uma d&#233;cada volvida desde o original <i>Sin City</i>, que transp&#244;s de forma excepcional tr&#234;s hist&#243;rias da sombria e devassa Basin City para o cinema, chega finalmente a muito aguardada sequela: <i>Sin City: A Dame To Kill For</i>, que traz de regresso velhos conhecidos como o Marv de Mickey Rourke, o Hartigan de Bruce Willis e a Nancy de Jessica Alba, e algumas personagens novas.</div><div><br></div><div><i>Sin City: A Dame To Kill For</i>&#160;tem estreia prevista nos Estados Unidos em Agosto pr&#243;ximo. Abaixo, o trailer.</div><br> <span><br></span><span>Fonte: <b><a href="http://io9.com/sin-city-2-trailer-reveals-its-plot-lets-all-kill-thi-1589496776">io9</a></b></span>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11039</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Watchmen: Super-heróis meta-referenciais</title>
		<link>http://viagem-andromeda.blogspot.com/2014/05/watchmen-super-herois-meta-referenciais.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2014 07:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<category><![CDATA[banda desenhada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.simetria.org/?guid=14591589f6f6cab49fcb59d91f295ab3</guid>

					<description><![CDATA[<div><a href="http://1.bp.blogspot.com/-667D0UoLTdE/U36_dHdFPcI/AAAAAAAAHqc/EI3VQ5lGq3Q/s1600/watchmen.jpg"><img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-667D0UoLTdE/U36_dHdFPcI/AAAAAAAAHqc/EI3VQ5lGq3Q/s1600/watchmen.jpg" height="200" width="131"></a></div><div>Mais de vinte e cinco anos volvidos sobre a publica&#231;&#227;o original dos doze fasc&#237;culos/capitulos com os quais Alan Moore e Dave Gibbons elevaram em definitivo os <i>comics</i>&#160;de super-her&#243;is a um patamar qualitativo liter&#225;rio, o que resta dizer sobre <i>Watchmen</i>? Muito pouco. Lev Grossman, num <a href="http://entertainment.time.com/2009/03/06/top-10-graphic-novels/slide/watchmen/">artigo</a> para a revista Time sobre as dez melhores <i>graphic novels</i>&#160;- a mesma revista que incluiu <i>Watchmen</i>&#160;entre os 100 melhores romances em l&#237;ngua inglesa publicados entre 1923 e 1987, sendo a &#250;nica banda desenhada a receber tal honra -, afirma que <i>[i]t's way beyond clich&#233; at this point to call </i>Watchmen<i>&#160;the greatest superhero comic ever writen-slash-drawn. But it's true</i>. E &#233; mesmo - gra&#231;as &#224; sua mistura de desconstru&#231;&#227;o de todo um g&#233;nero popular com s&#225;tira pol&#237;tica e uma trama complexa, multifacetada e sempre surpreendente. Quando, em meados dos anos 80, Alan Moore prop&#244;s &#224; DC Comics pegar nos super-her&#243;is que a editora adquirira &#224; Charlton Comics e reinvent&#225;-los numa hist&#243;ria mais sombria, estava decerto longe de imaginar que a hist&#243;ria resultante, mesmo n&#227;o utilizando as ditas personagens, viria a ter um impacto t&#227;o profundo na ind&#250;stria, tornando-se num dos seus t&#237;tulos mais ic&#243;nicos e aclamados.</div><div><br></div><div>Ao mesmo tempo uma hist&#243;ria de super-her&#243;is e uma desconstru&#231;&#227;o t&#227;o rigorosa como implac&#225;vel do g&#233;nero, <i>Watchmen</i>&#160;prop&#245;e-se colocar super-her&#243;is num 1985 alternativo, profundamente mergulhado na Guerra Fria que continua a dividir o mundo entre as duas super-pot&#234;ncias - e f&#225;-lo atrav&#233;s de um enquadramento a todos os n&#237;veis espantoso, que recua na cronologia narrativa at&#233; &#224;s origens dos vigilantes mascarados legais nas v&#233;speras da Segunda Guerra Mundial, ao primeiro grupo de super-her&#243;is propriamente ditos (os "Minutemen"), &#224; participa&#231;&#227;o destas figuras no quotidiano e &#224; sua ilegaliza&#231;&#227;o por decreto em 1973. Moore consegue incluir toda esta <i>backstory</i>, assim como as origens das v&#225;rias personagens, no fluxo da trama principal, sem perdas de ritmo ou digress&#245;es demasiado laterais, encaixando todos estes elementos de forma perfeita num enredo que come&#231;a com o homic&#237;dio de um homem chamado Edward Blake, que se vem a saber ser conhecido como "The Comedian" - um dos dois &#250;ltimos her&#243;is mascarados considerados legais pelo governo norte-americano.&#160;</div><div><br></div><div>E um dos pontos altos da premissa reside na forma como Moore e Gibbons, conhecendo bem as conven&#231;&#245;es do g&#233;nero, desmontam alguns dos seus motivos mais persistentes com uma simplicidade desarmante - a reviravolta final com o discurso do vil&#227;o (se &#233; que &#233; poss&#237;vel, ou correcto, falar de vil&#245;es nesta trama) &#233;, sem d&#250;vida, o exemplo mais flagrante deste car&#225;cter meta-referencial, para al&#233;m de ser um cl&#237;max t&#227;o assombroso pela sua perfei&#231;&#227;o e devastador pelas consequ&#234;ncias que acarreta; mas h&#225; toda uma s&#233;rie de detalhes que saltam &#224; vista que atestam o olhar cr&#237;tico e ir&#243;nico que <i>Watchmen</i>&#160;lan&#231;a sobre o seu pr&#243;prio g&#233;nero - o vigilante morto devido &#224; capa do seu fato ser&#225; talvez memor&#225;vel, mas o cruzamento narrativo com um <i>comic</i>&#160;de piratas persiste pela sua carga simb&#243;lica, pela estranheza que evoca e pela forma subtil mas insistente como leva a premissa &#224;s suas &#250;ltimas consequ&#234;ncias: afinal, num mundo onde os super-her&#243;is s&#227;o verdadeiros e fazem parte do dia-a-dia, dificilmente dar&#227;o origem a <i>comics</i>&#160;populares...</div><div><br></div><div>Em termos de trama, tudo se desenrola a partir do homic&#237;dio de Blake, que leva o paran&#243;ico Rorschach - membro do &#250;ltimo grupo de vigilantes, e em actividade clandestina desde a ilegaliza&#231;&#227;o - a suspeitar de uma conspira&#231;&#227;o para eliminar os super-her&#243;is ainda vivos, e a procurar os seus antigos colegas para os alertar: Dan Dreiberg, a segunda encarna&#231;&#227;o de Nite Owl; Adrian Veidt, o empres&#225;rio de sucesso outrora conhecido como Ozymandias; Laurie Juspeczyk, que herdara da sua m&#227;e a personagem Silk Spectre; e o Doctor Manhattan, outrora Dr. Jonathan Osterman, o &#250;nico super-her&#243;i que de facto possui super-poderes (devido a um incidente no laborat&#243;rio). Nada disto surge por acaso - o car&#225;cter humano da maioria dos vigilantes permite a constru&#231;&#227;o de personagens imperfeitas e bem desenvolvidas (ainda que Moore acabe por pecar no que &#224; representa&#231;&#227;o feminina diz respeito), e o car&#225;cter sobre-humano de Doctor Manhattan &#233; abordado de forma especialmente <i>humana</i>&#160;e veros&#237;mil, desmontando com ast&#250;cia as consequ&#234;ncias dos super-poderes (que, diga-se de passagem, v&#227;o muito mais al&#233;m da estafada quest&#227;o da <i>responsabilidade</i>).&#160;</div><div><br></div><div><a href="http://3.bp.blogspot.com/-Z8e7sBLtlRM/U37FshaxaYI/AAAAAAAAHqo/2yFUACAD4Pw/s1600/watchmen_page.jpg"><img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Z8e7sBLtlRM/U37FshaxaYI/AAAAAAAAHqo/2yFUACAD4Pw/s1600/watchmen_page.jpg"></a></div><div><br></div><div>Claro que a conspira&#231;&#227;o que Rorschach se revelar&#225; bem mais densa e profunda do que ele alguma vez imaginou - e ir&#225; lev&#225;-lo, a ele e aos restantes her&#243;is, numa invulgar odisseia pessoal e colectiva num mundo que se parece aproximar de um apocalipse. Moore e Gibbons optaram para uma abordagem gr&#225;fica cl&#225;ssica para uma hist&#243;ria t&#227;o pouco convencional: toda a trama &#233; exposta ao longo de pranchas regulares, divididas em grelhas de nove vinhetas cujo rigor e a simetria se afastam da habitual flexibilidade dos <i>comics</i>. Assim como o seu <i>worldbuilding</i>&#160;prodigioso, constru&#237;do tamb&#233;m fora dos "quadradinhos" atrav&#233;s da introdu&#231;&#227;o de artigos ficcionais entre cap&#237;tulos, dando uma maior textura &#224;s personagens e &#224; sociedade em que se inserem, e fornecendo elementos novos de leitura.</div><div><br></div><div>&#201; atrav&#233;s da leitura de <i>Watchmen</i>&#160;que se entende como a obra anterior de Alan Moore, o excelente&#160;<i>V For Vendetta</i>, acabou por ser um ensaio para algo infinitamente mais vasto, ambicioso e complexo - uma hist&#243;ria em simult&#226;neo convencional e capaz de derrubar conven&#231;&#245;es, integrada no seu g&#233;nero e capaz de o elevar e transportar para novos territ&#243;rios; uma obra que consegue respeitar o enorme legado dos <i>comics</i>&#160;de super-her&#243;is enquanto o desconstr&#243;i e reduz aos seus elementos mais b&#225;sicos, reutilizando-os na constru&#231;&#227;o de uma hist&#243;ria &#250;nica e irrepet&#237;vel. <i>Watchmen</i>&#160;&#233; um marco na banda desenhada - a prova definitiva do car&#225;cter liter&#225;rio do formato, mesmo quando parte das suas ideias mais <i>pop</i>.</div>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">10963</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Scott Pilgrim vs. The World: O romance na era da interactividade</title>
		<link>http://viagem-andromeda.blogspot.com/2014/05/scott-pilgrim-vs-world-o-romance-na-era.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2014 07:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<category><![CDATA[banda desenhada]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.simetria.org/?guid=3edf4b6758ad70334d7211f19b820d9c</guid>

					<description><![CDATA[<div><a href="http://2.bp.blogspot.com/-xQBf_6M3I6I/U2hpcCR5-XI/AAAAAAAAHik/_Z1-M90DUFU/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_poster.jpg" imageanchor="1"><img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-xQBf_6M3I6I/U2hpcCR5-XI/AAAAAAAAHik/_Z1-M90DUFU/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_poster.jpg" height="200" width="135"></a></div><div>Coloquemos a premissa da seguinte forma: Scott Pilgrim &#233; um jovem canadiano que leva uma vida pouco atribulada entre a sua desocupa&#231;&#227;o generalizada, o seu <i>hobby</i>&#160;de tocar baixo numa banda com amigos de liceu e a sua ressaca amorosa. At&#233; ao dia em que conhece a rapariga dos seus sonhos, e decide fazer tudo para ficar com ela - incluindo lutar contra os sete ex-namorados dela. Esta sinopse pode resumir na perfei&#231;&#227;o o filme <i>Scott Pilgrim vs. The World</i>, filme de 2010 realizado por Edgar Wright que adaptou para o grande ecr&#227; a s&#233;rie de seis <i>graphic novels</i>&#160;de Bryan Lee O'Malley. E, no entanto, n&#227;o diz rigorosamente nada sobre o filme em si - descreve-o na sua forma mais elementar de com&#233;dia rom&#226;ntica, que de facto &#233;, sem dar a mais pequena ideia de tudo aquilo que o torna num dos filmes mais irreverentes, originais e <i>over the top</i>&#160;deste novo mil&#233;nio.&#160;</div><div><br></div><div>E essa irrever&#234;ncia nota-se logo nos instantes que antecedem o filme, quando se ouve a m&#250;sica tradicional da Universal, a distribuidora do filme, numa vers&#227;o 8-bit reminescente dos videojogos de arcada e de consolas que hoje s&#227;o rel&#237;quias de coleccionadores e de f&#227;s nost&#225;lgicos. Essa refer&#234;ncia n&#227;o surge por acidente: para al&#233;m da cena inicial na arcada (j&#225; agora: onde se pode encontrar uma arcada daquelas?), toda a premissa &#233; explorada, tanto em termos narrativos como em termos est&#233;ticos, numa miscel&#226;nea entre a imag&#233;tica da banda desenhada e o estilo fren&#233;tico, garrido e excessivo dos videojogos cl&#225;ssicos.</div><div><br></div><div><a href="http://4.bp.blogspot.com/-LoZq43uyH3k/U2huHAycysI/AAAAAAAAHiw/A6-HYF3zmgw/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_01.jpg" imageanchor="1"><img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-LoZq43uyH3k/U2huHAycysI/AAAAAAAAHiw/A6-HYF3zmgw/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_01.jpg"></a></div><div><br></div><div>Regressemos &#224; premissa premissa: Scott Pilgrim (Michael Cera) &#233; um jovem de 22 anos com uma vida no m&#237;nimo curiosa. Divide um cub&#237;culo com Wallace Wells (Kieran Culkin), um dos seus melhores amigos (e homossexual), mesmo em frente &#224; casa onde cresceu. Toca baixo numa banda chamada Sex Bob-Omb (o nome soa t&#227;o bem) com dois antigos colegas de liceu: o seu amigo Stephen Stills (Mark Webber) e a sua ex-namorada Kim Pine (Alison Pill). E namora com Knives Chau (Ellen Wong), uma rapariga chinesa cinco anos mais nova, que ainda estuda no liceu. Mas tudo se vai complicar quando conhece - literalmente - a rapariga dos seus sonhos: Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead), uma jovem nova-iorquina de cabelo colorido e com rumores de um passado no m&#237;nimo agitado.&#160;</div><div><br></div><div></div><div><a href="http://1.bp.blogspot.com/-rMxnYvMaYJc/U2huhzb8wUI/AAAAAAAAHjA/g1-VnO0BzjU/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_02.jpg" imageanchor="1"><img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-rMxnYvMaYJc/U2huhzb8wUI/AAAAAAAAHjA/g1-VnO0BzjU/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_02.jpg"></a></div><div><br></div><div>E &#233; esse passado agitado que se vai desenrolar diante Scott Pilgrim, obrigando-o a enfrentar os sete ex-namorados mal&#233;ficos de Ramona para poder ficar com ela - e as batalhas desenrolam-se como num videojogo, com cada ex-namorado a ser, na pr&#225;tica, uma <i>boss fight</i>. Noutro filme, talvez tudo isto parecesse absurdo no pior dos sentidos do termo: ver um tipo aparentemente desastrado Scott Pilgrim tornar-se de repente num lutador experiente, com poderes especiais e espadas m&#225;gicas &#224; mistura, procurando derrubar os ex-namorados da rapariga que ama atrav&#233;s de combina&#231;&#245;es improvisadas e desafios ousados seria sem d&#250;vida uma experi&#234;ncia... confusa. Mas em <i>Scott Pilgrim vs. The World</i>,&#160;Edgar Wright torna o estranho e o dissonante em algo t&#227;o familiar como sublime.</div><div><br></div><div><a href="http://1.bp.blogspot.com/-CFpztIm9WpA/U2huwRNGiDI/AAAAAAAAHjI/o0_m91HQz0g/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_03.jpg" imageanchor="1"><img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-CFpztIm9WpA/U2huwRNGiDI/AAAAAAAAHjI/o0_m91HQz0g/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_03.jpg"></a></div><div><br></div><div>A isso n&#227;o est&#225; alheio um gui&#227;o muito acima da m&#233;dia, capaz de dar personalidade &#224;s v&#225;rias personagens e de as individualizar - e de as tornar veros&#237;meis com todas as suas peculiaridades, mesmo quando manifestam poderes imposs&#237;veis ou uma total falta de surpresa perante os poderes dos outros. Um gui&#227;o descomprometido e despretencioso, que em momento algum se leva demasiado a s&#233;rio - e que arranja espa&#231;o para momentos de humor genu&#237;no e para algumas das melhores <i>one-liners</i>&#160;do cinema recente. E, acima de tudo, um gui&#227;o que conhece bem os territ&#243;rios que pisa: Edgar Wright e Michael Bacall sabem exactamente que <i>tropes</i>&#160;dos videojogos devem utilizar e em que situa&#231;&#245;es (excepto numa ocasi&#227;o), e que elementos da banda desenhada podem ser incorporados de forma harmoniosa nas suas <i>imagens em movimento</i>.&#160;</div><div><br></div><div><a href="http://4.bp.blogspot.com/-IquZAawTJOc/U2hvKrCXHiI/AAAAAAAAHjQ/fYbd2UiD6NI/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_04.jpg" imageanchor="1"><img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-IquZAawTJOc/U2hvKrCXHiI/AAAAAAAAHjQ/fYbd2UiD6NI/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_04.jpg"></a></div><div><br></div><div>E, claro, o elenco talentoso ajuda - e de que maneira. Michael Cera &#233; um excelente protagonista - e a forma como transita da fraqueza para a for&#231;a e da hesita&#231;&#227;o para a determina&#231;&#227;o &#233; soberba. Alison Pill &#233; a energia nervosa dos Sex Bob-Omb, e Ellen Wong &#233; a perfeita namorada adolescente de Scott Pilgrim. Mary Elizabeth Winstead representa bem o papel de Ramona Flowers, mesmo quando a sua personagem se revela a mais problem&#225;tica do filme (na medida em que no final acaba por lhe faltar algum rasgo). E Kieran Culkin rouba praticamente todas as cenas em que o seu Wallace entra.&#160;</div><div><a href="http://3.bp.blogspot.com/-a88SJyeMD1M/U2hvj33-ecI/AAAAAAAAHjY/LEWLjGUly1g/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_05.jpg" imageanchor="1"><img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-a88SJyeMD1M/U2hvj33-ecI/AAAAAAAAHjY/LEWLjGUly1g/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_05.jpg"></a></div><div><br></div><div>O resto s&#227;o cenas memor&#225;veis, editadas com mestria e pensadas ao pormenor. A sequ&#234;ncia final no Chaos Club &#233; uma del&#237;cia para todos os apreciadores de videojogos - at&#233; &#224; reviravolta final, um del&#237;rio absoluto que s&#243; o entretenimento interactivo pode proporcionar. O momento da <i>vegan police</i>&#160;foi uma das coisas mais hilariantes que vi em cinema nos &#250;ltimos anos. As batalhas s&#227;o deliciosas, num misto fren&#233;tico de m&#250;sica com artes marciais e&#160;<i>combos</i>&#160;que funcionam espantosamente bem. E a hist&#243;ria de base, a tal com&#233;dia rom&#226;ntica a que aludia, acaba por se elevar acima da sua banalidade aparente para dar forma ao romance quase perfeito da era da interactividade.&#160;</div><div><a href="http://3.bp.blogspot.com/-kZu5jHvlEfk/U2hwrI5soII/AAAAAAAAHjk/UFSd2gIuhm0/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_06.jpg" imageanchor="1"><img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-kZu5jHvlEfk/U2hwrI5soII/AAAAAAAAHjk/UFSd2gIuhm0/s1600/scott+pilgrim+vs+the+world_06.jpg"></a></div><div><br></div><div>Durante anos, a banda desenhada foi o parente pobre das adapta&#231;&#245;es cinematogr&#225;ficas - demasiados filmes de qualidade duvidosa, incapazes de quebrar com os seus moldes e de se ajustar a um formato diferente, at&#233; ao momento em que se <i>afastaram</i>&#160;desses moldes para adoptarem uma seriedade e um estilo mais pr&#243;ximo do cinema de ac&#231;&#227;o. As adapta&#231;&#245;es de videojogos, ainda que sejam um fen&#243;meno mais recente, e ainda pouco frequente, parecem preparar-se para trilhar o mesmo caminho. Mas se h&#225; coisa que <i>Scott Pilgrim vs. The World</i>&#160;demonstra &#224; saciedade &#233; a possibilidade de os elementos mais caracter&#237;sticos dos <i>comics</i>&#160;e dos videojogos poderem resultar em pleno num filme - assim haja imagina&#231;&#227;o, criatividade e arrojo estil&#237;stico para tal. Edgar Wright n&#227;o teve receio de arriscar na adapta&#231;&#227;o da banda desenhada aclamada de Bryan Lee O'Malley - e o resultado, ainda que possa ter sido decepcionante em termos comerciais, foi um dos filmes mais originais e refrescantes dos &#250;ltimos anos.&#160;<b>8.4/10</b></div><div><b><br></b></div><div><b>Scott Pilgrim vs. The World (2010)</b></div><div><b>Realiza&#231;&#227;o de Edgar Wright</b></div><div><b>Argumento de Edgar Wright e Michael Bacall a partir das <i>graphic novels</i>&#160;de Bryan Lee O'Malley</b></div><div><b>Com Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Ellen Wong, Alison Pill, Mark Webber, Kieran Culkin, Johnny Simmons e Anna Kendrick</b></div><div><b>112 minutos</b></div>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">10865</post-id>	</item>
		<item>
		<title>24º Festival Internacional de Banda Desenhada 2013</title>
		<link>https://simetria.org/24o-festival-internacional-de-banda-desenhada-2013/</link>
					<comments>https://simetria.org/24o-festival-internacional-de-banda-desenhada-2013/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luís Richheimer de Sequeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Oct 2013 10:18:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Fiction News]]></category>
		<category><![CDATA[amadora]]></category>
		<category><![CDATA[banda desenhada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.simetria.org/?p=10109</guid>

					<description><![CDATA[Decorre, como de costume por esta altura, o 24º Festival Internacional de Banda Desenhada 2013 promovido pela Câmara Municipal da Amadora, de 25 de Outubro a 10 de Novembro de 2013, no Fórum Luís de Camões. O tema deste ano é «Cenários». Mais informações podem ser obtidas no site oficial do evento: http://www.amadorabd.com/ ou na página Facebook do evento: https://www.facebook.com/amadorabd]]></description>
		
					<wfw:commentRss>https://simetria.org/24o-festival-internacional-de-banda-desenhada-2013/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">10109</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
