<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Cadernos de Daath &#8211; Simetria FC&amp;F</title>
	<atom:link href="https://simetria.org/author/cadernos-de-daath/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://simetria.org</link>
	<description>Associação Portuguesa de Ficção Científica e Fantástico</description>
	<lastBuildDate>Thu, 31 Jan 2013 02:22:29 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://simetria.org/wp-content/uploads/2016/02/logo-simetria-expandido-4-150x150.png</url>
	<title>Cadernos de Daath &#8211; Simetria FC&amp;F</title>
	<link>https://simetria.org</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9761121</site>	<item>
		<title>Cadernos de Daath :: Um retrato do nosso tempo</title>
		<link>http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8903</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cadernos de Daath]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2013 02:22:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8903</guid>

					<description><![CDATA[<a href="http://cadernosdedaath.blogspot.com/"><img src="http://fantasticas.odisseias.net/images/daath.png" alt="Cadernos de Daath" align="right"></a><br><div><a href="http://2.bp.blogspot.com/-xQSHDjGX9zc/UQnVN6vBkzI/AAAAAAAAFnQ/gg-NKjFY8BM/s1600/onda.jpg"><img border="0" height="266" src="http://2.bp.blogspot.com/-xQSHDjGX9zc/UQnVN6vBkzI/AAAAAAAAFnQ/gg-NKjFY8BM/s400/onda.jpg" width="400" alt="onda.jpg"></a></div><br><div><span>Como uma esp&#237;nula rasgando a vestimenta  episcopal que deveria preguear, a prancha com o homem em cima espinoteia  em sentido descendente na &#225;gua alvoro&#231;ada, atra&#237;da pelo magnetismo das  expectativas de quem na praia a sente como a chegada de um presente de  Natal. O momento &#233; t&#227;o org&#226;nico que &#233; quase artificial: n&#227;o estamos  habituados a tanta elementariedade; n&#227;o hoje, nem no futuro. Empurrado  pelo casco aqu&#225;tico, garranchado como os das bestas, o surfista &#233; uma  figura fanerog&#226;m<span>ica - limn&#243;fobo,  certamente, her&#243;ico, at&#233;, mas, a uma observa&#231;&#227;o mais concentrada -  mendeleevianamente concentrada -, algo n&#227;o faz sentido nesta imagem.  Algo mais, al&#233;m do surfista, &#233; &#237;mpar - insubmers&#237;vel, impolariz&#225;vel. De  repente, como uma &#226;nfora de talassita, recuperada do abismo por secretas  erup&#231;&#245;es subaqu&#225;ticas, a resposta apresenta-se fr&#225;gil e transparente -  vidrina.<br><br> Esta imagem &#233; o retrato perfeito dos nossos tempos.<br> Idolatramos malabaristas molificativos que, mulosc&#243;ides, s&#227;o pouco  menos que &#225;gua suja sem as suas conchas coloridas, sem os instrumentos  da sua fals&#237;dia. Fingem lutar contra for&#231;as cicl&#243;picas, mas, na verdade,  catam&#234;nicos, ondulam no mesmo sentido - e n&#243;s, perdidos na aleuromancia  que o esfarinhar da espuma na areia nos influencia, somos tomados por  parvos. N&#227;o h&#225; nada de &#250;til em deixarmo-nos ir com a corrente.  Sobretudo, nada de her&#243;ico. N&#227;o existe luta, aqui, n&#227;o existe luta em  n&#243;s: apenas parac&#234;ntese, apenas o desejo de ser dejectado - vulgocracia.  N&#227;o queremos vencer: queremos perder, mas perder com o g&#225;udio dos  tolos, como se vencer fosse imoral. Queremos ir com a corrente.<br><br> Atr&#225;s, temos a onda do mundo - e ela ser&#225; sempre maior do que n&#243;s. Uma decis&#227;o imp&#245;e-se: mostramos-lhe as costas ou o rosto?</span></span></div><div><br></div>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9404</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Cadernos de Daath :: Entretanto, em Lisboa&#8230;</title>
		<link>http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8892</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cadernos de Daath]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2013 01:14:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8892</guid>

					<description><![CDATA[]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9342</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Cadernos de Daath :: Novo romance começado</title>
		<link>http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8890</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cadernos de Daath]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jan 2013 22:04:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8890</guid>

					<description><![CDATA[<a href="http://cadernosdedaath.blogspot.com/"><img src="http://fantasticas.odisseias.net/images/daath.png" alt="Cadernos de Daath" align="right"></a><br><div><a href="http://1.bp.blogspot.com/-tD0-PgJD980/UQRSs8Hi3uI/AAAAAAAAFjw/zDfOot3Msws/s1600/typewriter-chapter-one.jpg"><img border="0" height="265" src="http://1.bp.blogspot.com/-tD0-PgJD980/UQRSs8Hi3uI/AAAAAAAAFjw/zDfOot3Msws/s400/typewriter-chapter-one.jpg" width="400" alt="typewriter-chapter-one.jpg"></a></div><br><span>Ano Novo, Romance Novo: comecei-o na passada quinta-feira! (Vou falando sobre ele, fiquem por a&#237;.)</span><br><br>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9316</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Cadernos de Daath :: Passatempo «Dez Coisas Que Desconhecem Sobre&#8230;»</title>
		<link>http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8884</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cadernos de Daath]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2013 22:08:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8884</guid>

					<description><![CDATA[<a href="http://cadernosdedaath.blogspot.com/"><img src="http://fantasticas.odisseias.net/images/daath.png" alt="Cadernos de Daath" align="right"></a><br><div><a href="http://4.bp.blogspot.com/-cd2umI0RbNc/UQGvZ3ZO__I/AAAAAAAAFiA/Npm1u98hpPU/s1600/David_Soares_Pain%C3%A9sSVicente.jpg"><img border="0" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/-cd2umI0RbNc/UQGvZ3ZO__I/AAAAAAAAFiA/Npm1u98hpPU/s400/David_Soares_Pain%C3%A9sSVicente.jpg" width="400" alt="David_Soares_Pain%C3%A9sSVicente.jpg"></a></div><div><br></div><div><span>O meu artigo <a href="http://cadernosdedaath.blogspot.pt/2013/01/dez-coisas-que-voces-nao-sabiam-sobre.html"><i><b>&#171;Dez Coisas Que Desconhecem Sobre Lisboa&#187;</b></i></a> foi um sucesso: muito obrigado pelas vossas mensagens e <i>emails</i>. Como a reac&#231;&#227;o foi t&#227;o entusi&#225;stica, lembrei-me de  convidar-vos a sugerir um tema hist&#243;rico/"oculto" (port<span>ugu&#234;s  ou internacional) que gostassem que eu abordasse em dez observa&#231;&#245;es  inauditas. Podem enviar as vossas propostas para o <i>email</i> <b>cadernosdedaath(at)gmail.com</b>. Irei escolher duas ou tr&#234;s das vossas propostas mais interessantes (e  que se enquadrem nas minhas &#225;reas de conhecimento, claro - a ci&#234;ncia, a  hist&#243;ria, o oculto) e public&#225;-las no meu <i>weblog</i>. Para come&#231;ar o ano  com generosidade, premeio a proposta mais interessante de todas  com um exemplar autografado do meu <a href="http://www.saidadeemergencia.com/produto/nao-ficcao/compendio-de-segredos-sombrios-e-factos-arrepiantes/"><i><b>&#171;Comp&#234;ndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes&#187;</b></i></a> (Sa&#237;da de Emerg&#234;ncia, 2012).</span></span></div><div><br></div>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9265</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Cadernos de Daath :: Dez Coisas Que Desconheciam Sobre Lisboa</title>
		<link>http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8868</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cadernos de Daath]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jan 2013 19:58:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8868</guid>

					<description><![CDATA[<a href="http://cadernosdedaath.blogspot.com/"><img src="http://fantasticas.odisseias.net/images/daath.png" alt="Cadernos de Daath" align="right"></a><br><div><a href="http://2.bp.blogspot.com/-V3Vjap2Wa5M/UP2dLgsPwnI/AAAAAAAAFgM/JruM6lxXH-A/s1600/Lisboa_c%C3%B3dice.jpg"><img border="0" height="312" src="http://2.bp.blogspot.com/-V3Vjap2Wa5M/UP2dLgsPwnI/AAAAAAAAFgM/JruM6lxXH-A/s400/Lisboa_c%C3%B3dice.jpg" width="400" alt="Lisboa_c%C3%B3dice.jpg"></a></div><div>&#160; </div><div>Para satisfazer os leitores que, pontualmente, me enviam <i>emails</i>  ou mensagens de Facebook com perguntas sobre assuntos relacionados com  Lisboa que leram nos meus romances ou que encontraram em outras  fontes, lembrei-me de compilar uma pequena lista de dez informa&#231;&#245;es  hist&#243;ricas sobre Lisboa que, provavelmente, poucos conhecer&#227;o. Cada um  dos dez temas aqui apresentados &#233; importante o suficiente para exigir um  artigo mais extenso, mas, para j&#225;, ficam servidos por estes breves  apontamentos que, espero, sejam do vosso gosto. Assim, convido-vos &#224;  descoberta de...<br><b><br>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </b><b>Dez Coisas Que Desconheciam Sobre Lisboa</b><br><b><br>1 - Lisboa &#233; mais velha que Roma</b><br><br>De  acordo com os mais antigos vest&#237;gios arqueol&#243;gicos encontrados nas  explora&#231;&#245;es do claustro da S&#233;, Lisboa foi fundada por viajantes  fen&#237;cios. Em rigor, foi fundada por indiv&#237;duos provenientes de uma ou de  v&#225;rias das muitas cidades-estados portu&#225;rias que formaram a  civiliza&#231;&#227;o canaanita (Tiro, Sidon, etc.), porque a palavra <i>&#171;fen&#237;cio&#187;</i> &#233; apenas uma alcunha que deriva do nome grego <i>&#171;phoin&#237;k&#233;&#187;</i> que significa, mais ou menos, <i>&#171;avermelhado&#187;</i>: uma alus&#227;o ao corante p&#250;rpura que aquela civiliza&#231;&#227;o ficou famosa por extrair de um pequeno molusco marinho, chamado <i>murex</i>,  usado para tingir tecidos e vestes destinados &#224; realeza. Os fen&#237;cios  navegaram para longe em busca de estanho para fazerem bronze (o bronze &#233;  um metal d&#250;ctil que se obt&#233;m misturando estanho com cobre) e a  Pen&#237;nsula Ib&#233;rica sempre foi rica em estanho. Foi, pois, em 1200 a.C.  (s&#233;culo XIII a.C.) que os navegantes fen&#237;cos fizeram um pequeno posto  comercial no territ&#243;rio que, mais &#224; frente, se haveria de chamar Lisboa.  Por outro lado, Roma s&#243; foi fundada em meados do s&#233;culo VIII a.C.  (cerca de 753 a.C.).<br><br><b>2 - Ningu&#233;m sabe de onde veio o nome <i>&#171;Lisboa&#187;</i></b><br><br>A verdade &#233; que n&#227;o sabemos de onde vem o nome <i>&#171;Lisboa&#187;</i>. Uma hip&#243;tese que tem sido esquecida &#233; a de que, na foz, o Tejo  costumava ser chamado de Lisidan ou Lusidan: nomes cujo prefixo <i>&#171;Lis&#187;</i>, de raiz indo-europeia e que se encontra, tamb&#233;m, com menores varia&#231;&#245;es no gal&#234;s e no bret&#227;o, poder&#227;o significar <i>&#171;brilhante&#187;</i> ou <i>&#171;luminoso&#187;</i>. Por&#233;m, uma hip&#243;tese mais cred&#237;vel &#233; a de que <i>&#171;Lisboa&#187;</i> prov&#233;m de um nome fen&#237;cio: <i>&#171;alis ubo&#187;</i>, que significa <i>&#171;enseada amena&#187;</i>.  Na passagem do s&#233;culo III para o II a.C., no contexto das Guerras  P&#250;nicas, os romanos conquistaram aos cartagineses a Pen&#237;nsula Ib&#233;rica, a  que chamaram Pen&#237;nsula Hisp&#226;nica (<i>&#171;ib&#233;rica&#187;</i> era uma designa&#231;&#227;o grega, mas, nesta altura, <i>&#171;hisp&#226;nica&#187;</i> nada tinha a ver com <i>&#171;Espanha&#187;</i>)  e foi nessa sequ&#234;ncia de eventos que a primitiva "Lisboa" se  transformou num munic&#237;pio romano, a que se deu, depois, o nome oficial  de <i>Felicitas Julia Olisipo</i>, adoptando o top&#243;nimo existente. A  ideia t&#227;o romanceada de que foi fundada por Ulisses, aquando dos seus  dez anos de err&#226;ncia mar&#237;tima (terminada a guerra de Tr&#243;ia), que a ter&#225;  baptizado de Ulisippo, &#233; uma fantasia que nem na etimologia se sustenta,  pois, em grego, Ulisses chama-se Odysseus e &#233; evidente que desse nome  nunca poderia ter derivado o de Ulisippo. O nome <i>&#171;Lisboa&#187;</i> prov&#233;m directamente de <i>&#171;Lixb&#245;a&#187;</i>: a vers&#227;o &#225;rabe do acusativo da palavra romana <i>&#171;Olisipo&#187;</i>, que &#233; <i>&#171;Olisipona&#187;</i>.<br><br><b>3 - Lisboa n&#227;o tem sete colinas</b><br><br>A ideia de que Lisboa  foi fundada sobre sete colinas &#233; uma inven&#231;&#227;o para inscrev&#234;-la no rol de  importantes cidades cl&#225;ssicas que arrogaram a tradi&#231;&#227;o, mais ou  menos po&#233;tica, de terem sido fundadas sobre sete colinas, como Roma,  Jerusal&#233;m ou Meca. Na verdade, &#233; uma tradi&#231;&#227;o que menoriza Lisboa,  porque esta nunca teve, apenas, sete colinas: Lisboa tem onze colinas.  Numa delas (um extinto vulc&#227;o pr&#233;-hist&#243;rico), fica o Forte do Marqu&#234;s de  S&#225; da Bandeira (Forte da Serra de Monsanto), na freguesia de Benfica,  que &#233; o local mais alto da cidade, com quase 230 metros de altitude (s&#227;o 227 metros);  muit&#237;ssimo acima do Castelo de S&#227;o Jorge - tantas vezes laureado,  injustificadamente, como sendo o local mais alto da cidade. O bairro  mais alto da cidade tamb&#233;m n&#227;o &#233; o Bairro Alto, mas o de Campolide, com o  qual rivalizam as cotas mais elevadas das zonas de Telheiras e de  Carnide.<br><br><b>4 - Lisboa sempre foi uma cidade multicultural</b><br>N&#227;o pensem que s&#243; agora &#233; que Lisboa &#233; uma cidade multicultural. Ali&#225;s, uma das  melhores provas de que Lisboa, mesmo ap&#243;s a reconquista, manteve o  multiculturalismo que lhe era reconhecido, ou seja as suas matrizes  judaicas, &#225;rabes e outras, &#233; a de que demorou vinte e tr&#234;s anos a  receber carta de foral de D. Afonso Henriques, desde 1147 at&#233; 1170. O  que &#233; que isto significa? Significa que Lisboa precisou de vinte e tr&#234;s  anos para reunir um n&#250;mero satisfat&#243;rio de crist&#227;os, porque somente com  uma comunidade numerosa de crist&#227;os podia ser autorizada a cria&#231;&#227;o de uma c&#226;mara para a  cidade se governar a si pr&#243;pria. Por outro lado, isto tamb&#233;m indica  que a popula&#231;&#227;o de Lisboa continuava a ser pouco numerosa, tal como no  per&#237;odo romano. Sabemos que a lota&#231;&#227;o do teatro romano, descoberto na  encosta do Castelo de S&#227;o Jorge, depois do Grande Terramoto de 1755, era  de cinco mil lugares e tinha, apenas, 60 metros de di&#226;metro - n&#227;o chegava a ser um teatro de dimens&#245;es m&#233;dias. Fica  a informa&#231;&#227;o de que quem entregou Lisboa, em 469, aos Suevos,  grupo multi-&#233;tnico vindo da zona do Mar B&#225;ltico, foi o governador romano  Lus&#237;dio. Todavia, os suevos n&#227;o gozaram nada da cidade, porque foram,  ainda nesse ano, expulsos pelos Visigodos: outro grupo multi-&#233;tnico,  oriundo do Norte da Europa. Estes nomes colectivos (visigodos,  ostrogodos, suevos ou v&#226;ndalos, por exemplo) s&#227;o nomes artificiais,  criados por conveni&#234;ncia pelos romanos (principalmente) para designar  bandos, cl&#227;s, fam&#237;lias e outros tipos de sociedades itinerantes  compostas por indiv&#237;duos muito diferentes entre si, de diversas  descend&#234;ncias, muitas delas j&#225; romanizadas, e que se juntavam,  normalmente, em volta de l&#237;deres carism&#225;ticos. Por essa via, iam  homogenizando-se e adquirindo tra&#231;os culturais e religiosos  caracter&#237;sticos, mas nunca foram verdadeiros "povos".<br><br><b>5 - Os santos patronos de Lisboa n&#227;o s&#227;o S&#227;o Vicente, nem Santo Ant&#243;nio</b><br><br>No  m&#237;nimo, os padroeiros originais, cujo culto se manteve vivo at&#233; ao  meados do s&#233;culo XVII. Esses s&#227;o os santos g&#233;meos S&#227;o Crispim e S&#227;o  Crispiniano, dois curtidores martirizados na cidade francesa de  Soissons, a mando do imperador Diocleciano. O seu culto &#233; celebrado a 25  de Outubro pela Igreja Cat&#243;lica. Quando D. Afonso Henriques conquistou,  finalmente, Lisboa, no dia 25 de Outubro de 1147, devotou-a aos santos  g&#233;meos desse dia. O Museu da Cidade (Pal&#225;cio Pimenta) conserva em  exposi&#231;&#227;o permanente uma bela tela seiscentista, de artista an&#243;nimo, que  decorou a Ermida de S&#227;o Crispim, nas Escadinhas de S&#227;o Crispim, perto  da encosta do Castelo de S&#227;o Jorge, e que mostra a conquista de Lisboa a  ser observada pelos dois g&#233;meos do alto das nuvens. No livro <i>&#171;Os Pain&#233;is de S. Vicente de Fora&#187;</i>, Theresa M. Schedel de Castello Branco&#160;prop&#245;e  a tese de que a personagem representada duas vezes no c&#233;lebre pol&#237;ptico  do Museu da Arte Antiga de Lisboa, vulgarmente entendida como sendo S.  Vicente, &#233;, na verdade, um retrato de S&#227;o Crispim e de S&#227;o Crispiniano.  Foi nessa tese, e na de que a personagem duplicada &#233; uma representa&#231;&#227;o  do Infante D. Fernando, o Infante Santo (avan&#231;ada por Jos&#233; Saraiva), que me baseei para escrever  sobre os Pain&#233;is ditos de S&#227;o Vicente no meu romance <i>&#171;O Evangelho do Enforcado&#187;</i>  (Sa&#237;da de Emerg&#234;ncia, 2010), no qual D. Fernando &#233; um fervoroso devoto  dos santos g&#233;meos e, por isso, o irm&#227;o D. Pedro representa-o dessa  forma, em duplicado, no pol&#237;ptico que manda pintar para homenage&#225;-lo.<br><br><b>6 - O retrato mais antigo de Lisboa n&#227;o est&#225; em Lisboa</b><br><br>Est&#225;  em Cascais, no Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimar&#227;es. Consiste  numa iluminura quinhentista, de autor an&#243;nimo, integrante na vers&#227;o mais  antiga do c&#243;dice <i>&#171;</i><i>Cr&#243;nica del Rei  D. Afonso Henriques, Primeiro Rei Destes Reinos de Portugal&#187;</i>,  do cronista Duarte Galv&#227;o, e que mostra uma imagem do cerco castelhano no Rio Tejo em 1384. Entre o epis&#243;dio representado na iluminura (imagem no in&#237;cio deste artigo) e a sua data da realiza&#231;&#227;o encontra-se um intervalo de cerca de 130 anos e  a probabilidade da cidade desenhada se assemelhar &#224; Lisboa dessa &#233;poca &#233;  muito t&#233;nue.<br><br><b>7 - Lisboa nunca foi a "cidade branca"</b><br><br>O filme <i>&#171;Dans la Ville Blanche&#187;</i>  (1983) de Alain Tanner, com uma bela fotografia de Ac&#225;cio de Almeida,  ter&#225; repopularizado junto de algum p&#250;blico estrangeiro a ideia rom&#226;ntica  de uma Lisboa luminosa, mediterr&#226;nica, indolente, mas essa ideia n&#227;o  poderia estar mais longe da verdade. De facto, at&#233; ao terramoto de 1755, Lisboa  foi uma cidade de irregular&#237;ssima constru&#231;&#227;o medieval, rom&#226;nica e g&#243;tica, com  ruas muito estreitas e edif&#237;cios altos cheios de balc&#245;es e sacadas (cuja constru&#231;&#227;o os reis, desde D. Afonso III, nunca foram capazes de uniformizar), pelo que  dificilmente a luz do Sol iluminaria, como hoje, grande parte da vida urbana. Se viaj&#225;ssemos no tempo at&#233; &#224; Lisboa do passado ficar&#237;amos  muito surpreendidos ao descobrir o qu&#227;o escura ela era. Recorde-se que as  constru&#231;&#245;es de estilo rom&#226;nico, como as igrejas - e Lisboa sempre teve  in&#250;meras igrejas - mais as fachadas de algumas casas, eram pintadas com  cores fortes e decoradas com frescos. N&#227;o temos raz&#227;o nenhuma para  pensar que Lisboa seria uma cidade formada por casinhas brancas, como as  das localidades mediterr&#226;nicas, at&#233; porque a matriz de Lisboa n&#227;o &#233;  apenas mediterr&#226;nica, mas atl&#226;ntica - muito mais rica e multicultural. Lisboa s&#243;  se tornou verdadeiramente solar, cheia de luz e espa&#231;o e edif&#237;cios de cores claras,  com o tra&#231;ado urbano regular planeado pelos arquitectos pombalinos na  reconstru&#231;&#227;o da cidade ap&#243;s o Grande Terramoto.<br><br><b>8 - D. Jos&#233; I proibiu o delito olisiponense de pendurar cornos nas portas</b> <b>das casas</b><br><br>Ao  longo das eras, o humor popular sempre foi desbragado, grotesco e  parodiante. Sabemos que algumas pe&#231;as humor&#237;sticas de teatro  representadas no teatro romano de Lisboa se cifravam por um cinismo  atroz, mas foram elas que fizeram rir com vontade e alarido os  primitivos espectadores olisiponenses (hoje ter&#237;amos alguma dificuldade em rir com essas hist&#243;rias). Nesse sentido, o povo sempre  cultivou um humor desafiante &#224; norma, mas "rasca", longe dos gostos mais  sofisticados da elite que, muitas vezes, nem sequer gostava de rir,  porque o riso, provocando uma reac&#231;&#227;o f&#237;sica, ao contr&#225;rio de uma  reac&#231;&#227;o puramente intelectual, n&#227;o era coisa adequada a um cavalheiro  distinto, no pleno controlo das suas emo&#231;&#245;es. Um dos passatempos  preferidos do povo lisboeta nos finais do s&#233;culo XVII e na primeira  metade do s&#233;culo XVIII (as fontes hist&#243;ricas n&#227;o permitem, com efeito,  recuar mais do que isto) era pendurar cornos nas portas das casas, dando  a entender aos transeuntes que nelas habitavam homens cujas esposas  praticavam adult&#233;rio. Existem relatos que nos dizem que esta brincadeira  ganhou contornos muito s&#233;rios, de verdadeira obsess&#227;o. Algo existiu no esp&#237;rito da &#233;poca que fez com que chamar "cornudo" a um vizinho fosse o ep&#237;tome do bom humor e t&#227;o grave se  tornou esse bom humor que, no dia 15 de Mar&#231;o de 1751, o rei D. Jos&#233; I viu-se obrigado a  intervir e assinou uma lei que proibia o delito de pendurar cornos  nas portas. Foi uma das primeiras leis que promulgou, posto que s&#243; foi  coroado em Setembro do ano anterior. A urg&#234;ncia em parar com a <i>&#171;devassa de p&#244;r cornos&#187;</i>  adquire, assim, uma urg&#234;ncia que nos confunde, verdadeiramente, mas vale a pena  especular sobre que leis e assuntos n&#243;s devotamos toda a import&#226;ncia e  que, no futuro, ser&#227;o (como a "lei dos cornos") considerados insignificantes, esquisitos ou abjectos. (No meu romance <i>&#171;Lisboa Triunfante&#187;</i> [Sa&#237;da de Emerg&#234;ncia, 2008] esta tem&#225;tica &#233; desenvolvida no in&#237;cio do terceiro cap&#237;tulo <i>&#171;O Reino do Sol&#187;</i>.)<br><br><b>9 - As marchas populares de Lisboa s&#243; foram inventadas no s&#233;culo XX</b><br><br>As  Marchas Populares, em que diversos bairros de Lisboa competem entre  si, mediante grupos de amadores que apresentam na rua coreografias de   inspira&#231;&#227;o casti&#231;a, n&#227;o t&#234;m nenhuma tradi&#231;&#227;o popular anterior   &#224; sua cria&#231;&#227;o em 1932: ano em que esse cortejo se   realizou pela primeira vez. Apenas tr&#234;s bairros foram a concurso nessa altura (Alto do   Pina, Bairro Alto e Campo de Ourique), mas outros tr&#234;s (Alfama, Alc&#226;ntara e   Madragoa) juntaram-se-lhes somente a t&#237;tulo participativo. Os seis   grupos desfilaram pelas ruas de Lisboa e terminaram no Parque Mayer, em   frente ao Teatro Capit&#243;lio. Antes das Marchas Populares, existia o costume da chamada <i>Marcha ao Flamb&#243;</i>, aportuguesamento da francesa <i>Marche aux Flambeaux</i>:   pequeno cortejo brejeiro, sem nenhuma encena&#231;&#227;o ou orienta&#231;&#227;o tem&#225;tica   que encarnasse as ditas caracter&#237;sticas dos v&#225;rios bairros lisboetas, como as   marchas intentam. Especula-se que talvez tivesse sido um res&#237;duo da   passagem dos militares franceses no nosso pa&#237;s, aquando das invas&#245;es   napole&#243;nicas, que costumavam organizar essas coreografias "vadias", com   tochas acesas nas m&#227;os. Por outro lado, a Festa do Entrudo tamb&#233;m era   muit&#237;ssimo popular e nos tempos da Primeira Rep&#250;blica os desfiles   carnavalescos que tomavam de assalto o Rossio surpreendiam pela   sofistica&#231;&#227;o dos carros e das m&#225;scaras. At&#233; que ponto a <i>Marcha ao Flamb&#243;</i>   e a Festa do Entrudo, festejadas com bal&#245;es de papel, flores, arcos e   fogos-de-vistas, influenciaram a g&#233;nese das Marchas   Populares &#233; conjectural, mas antecederam-lhes e possuem uma   est&#233;tica similar. O pai das Marchas  Populares foi o cineasta  lisboeta Jos&#233; Leit&#227;o de Barros, que  aproveitou a existente tradi&#231;&#227;o  popular da festa de Santo Ant&#243;nio  para lhe adicionar uma esp&#233;cie de  selo folcl&#243;rico. &#205;ntimo de Ant&#243;nio Ferro (o  criador do Secretariado da Propaganda  Nacional), Leit&#227;o de Barros  imaginou as Marchas Populares como sendo a  resposta a um desafio que lhe  foi lan&#231;ado por Campos Figueira, director  do Parque Mayer, que tamb&#233;m  patrocinou a produ&#231;&#227;o do evento. Na  altura, Barros mantinha o cargo de  director do <i>Di&#225;rio de Not&#237;cias</i>, no qual trabalhava o jornalista e olissip&#243;grafo Norberto de Ara&#250;jo (co-fundador do grupo <i>Amigos de Lisboa</i>,   do qual tamb&#233;m foi s&#243;cio fundador o artista Almada Negreiros), que   viria a ser autor das letras mais conhecidas das Marchas Populares (com   m&#250;sicas de Raul Ferr&#227;o), como <i>&#171;L&#225; Vai Lisboa</i>&#187;, &#171;<i>Olha o Manjerico&#187;, &#171;Marcha dos Centen&#225;rios&#187;</i> e <i>&#171;Noite de Santo Ant&#243;nio&#187;</i>.<br><br><b>10 - O mais antigo bras&#227;o em pedra de Lisboa est&#225; no chafariz do Largo do Andaluz</b><br><br>O  chafariz do Largo do Andaluz foi um bebedouro estrat&#233;gico na via  medieval mais importante que entrava em Lisboa, pelas Portas de Santo  Ant&#227;o, e que, at&#233; a&#237;, seguia sobre uma velha estrada romana. (A Rua das  Portas de Santo Ant&#227;o foi a  art&#233;ria mais importante do centro de Lisboa at&#233; &#224; constru&#231;&#227;o da Avenida da Liberdade, caindo desde essa altura em r&#225;pida deteriora&#231;&#227;o.) O chafariz funcionou at&#233; 1945 e  ainda existe (embora, remodelado, pouco se assemelhe ao  original), ostentando o bras&#227;o da cidade de Lisboa e a pedra de armas de  D. Afonso IV; na legenda que os acompanham pode ler-se &#171;<i>Na era de 1374, o concelho de Lisboa mandou fazer esta fonte a  servi&#231;o de Deus e do nosso Senhor Rei Dom Afonso, por Gil Esteves,  tesoureiro da dita cidade, e Afonso Soares, escriv&#227;o. A Deus gra&#231;as</i>.<i>&#187;</i>  Em rigor, a data de constru&#231;&#227;o do chafariz &#233; 1336. Porqu&#234;? Porque &#233;  sempre preciso subtrair trinta e oito anos &#224;s datas portuguesas inscritas antes de  1422 d.C., porque s&#243; nesse ano (a 22 de Agosto) &#233; que D. Jo&#227;o I decretou  que se passasse a usar o calend&#225;rio crist&#227;o em vez do juliano para  assinalar a passagem dos anos. Assim, a chamada Era Hisp&#226;nica, em vigor  na Pen&#237;nsula Ib&#233;rica desde o s&#233;culo V, foi substitu&#237;da pela Era Crist&#227;:  nesse sentido, o ano de 1460 da Era Hisp&#226;nica passou a datar-se como  sendo o ano de 1422 da Era Crist&#227;. A transi&#231;&#227;o de uma era para a outra  n&#227;o foi f&#225;cil e durante muito tempo n&#227;o faltou quem ainda datasse os  acontecimentos pela Era Hisp&#226;nica, mesmo os indiv&#237;duos mais eruditos; como o  cronista Gomes Eanes de Zurara que descreveu, erroneamente, a conquista  da cidade norte-africana de Ceuta como tendo ocorrido no ano de 1450 (em  <i>&#171;Cr&#243;nica da Tomada de Ceuta&#187;</i>). S&#243; com a introdu&#231;&#227;o do calend&#225;rio  gregoriano (a 15 de Outubro de 1582) se estabeleceu em definitivo o dia  1 de Janeiro para marcar o in&#237;cio do ano. O bras&#227;o de Lisboa que pode  ver-se no chafariz do Largo do Andaluz &#233; o mais antigo bras&#227;o - em pedra  - que existe na cidade. O bras&#227;o mais antigo de todos est&#225; no Convento  de Santos-o-Novo e consiste numa impress&#227;o lacrada num documento datado  de 1233.</div><div><br></div>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9175</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Cadernos de Daath :: «The Living End» revisitado</title>
		<link>http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8864</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cadernos de Daath]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Jan 2013 22:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8864</guid>

					<description><![CDATA[<a href="http://cadernosdedaath.blogspot.com/"><img src="http://fantasticas.odisseias.net/images/daath.png" alt="Cadernos de Daath" align="right"></a><br><div><br></div><div><div><br></div><span>Hoje tive a agrad&#225;vel surpresa de ser  convidado para participar na filmagem de um v&#237;deo musical (novidades  sobre ele, em breve). Ora, isso deu-me vontade de partilhar novamente o  v&#237;deo <b><i>&#171;The Living End&#187;</i></b>, de <a href="http://www.season-of-mist.com/bands/ava-inferi"><b>Ava Inferi</b></a> (do &#225;lbum <b><i>&#171;Onyx&#187;</i></b>, de 2011, editado pela <b>Season of Mist</b>), com o qual me estrei nestas lides, gra&#231;as a um gentil convite da banda (obrigado, <b>Joana Messias</b>). Realizado por <a href="http://twilight13media.com/"><b>Costin Chioreanu</b></a> e filmado em Sintra, &#233; uma verdadeira curta-metragem fantasmag&#243;rica.</span></div>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9132</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Cadernos de Daath :: Erro histórico na página do Infante D. Pedro na Wikipedia portuguesa</title>
		<link>http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8859</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cadernos de Daath]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jan 2013 16:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8859</guid>

					<description><![CDATA[<a href="http://cadernosdedaath.blogspot.com/"><img src="http://fantasticas.odisseias.net/images/daath.png" alt="Cadernos de Daath" align="right"></a><br><div><a href="http://2.bp.blogspot.com/-_U-p95PYsXU/UPlzBY4pQBI/AAAAAAAAFec/iDC7rkfbqf0/s1600/D.+Pedro.bmp"><img border="0" height="122" src="http://2.bp.blogspot.com/-_U-p95PYsXU/UPlzBY4pQBI/AAAAAAAAFec/iDC7rkfbqf0/s400/D.+Pedro.bmp" width="400" alt="D.+Pedro.bmp"></a></div><div><br></div><div><span>&#160;Por raz&#245;es que n&#227;o v&#234;m aqui &#224; cola&#231;&#227;o, vim a  saber que na p&#225;gina sobre o Infante D. Pedro, na Wikipedia portuguesa,  se encontra, logo no in&#237;cio, esta informa&#231;&#227;o inopinada: <i>&#171;Tendo recebido  nelas o feudo de Treviso, pelo imperador Segismundo </i><span><i>da  Hungria (que o integrou na sua rec&#233;m-criada "Ordem do Drag&#227;o" com a  sigla D.E.S.I.R.: Draconis Equitas Societas Imperatur et Regis -  Sociedade Imperial e R&#233;gia dos Cavaleiros do Drag&#227;o)&#187;</i>. E sem fontes  documentais (ou outras) que o corroborem.<br><br> Foi com algum  espavento que li isto. De facto, nunca encontrei tal informa&#231;&#227;o em todas  as minhas leituras sobre a &#205;nclita Gera&#231;&#227;o e, em particular, sobre o  Infante D. Pedro. A empresa de D. Pedro - <i>&#171;empresa&#187;</i>, para este efeito, &#233;  sin&#243;nimo de <i>&#171;divisa&#187;</i> - consistiu na figura de uma balan&#231;a com dois  pratos equilibrados, acompanhada pelo mote curto <i>&#171;Desir&#187;</i>. As empresas  (do latim <i>&#171;imprendere&#187;</i>, portanto <i>&#171;empreender&#187;</i>) consistiam em composi&#231;&#245;es  muit&#237;ssimo pessoais, ao contr&#225;rio dos emblemas ou dos bras&#245;es, por  exemplo, e escondem desejos e aspira&#231;&#245;es privadas - trata-se, sempre, de  uma composi&#231;&#227;o de uso privado.<br><br> Ora o mote curto <i>&#171;Desir&#187;</i> vem na  esteira dos motes curtos das outras empresas dos restantes irm&#227;os da  &#205;nclita Gera&#231;&#227;o que, por via da m&#227;e, Philippa de Lancaster, foram quase  todos redigidos em franc&#234;s, que era a l&#237;ngua da corte inglesa desde a  conquista da Inglaterra em 1066 por Williame I da Normandia. O do  Infante D. Henrique foi <i>&#171;Talant de Bien Faire&#187;</i>, o de D. Fernando, o  Infante Santo, foi <i>&#171;Le Bien me Plet&#187;</i>, por a&#237; em diante. Por conseguinte,  o <i>&#171;Desir&#187;</i> de D. Pedro n&#227;o &#233; nenhum acr&#243;nimo de <i>&#171;Draconis Equitas  Societas Imperatur et Regis&#187;</i>, mas, somente, <i>&#171;desejo&#187;</i> em franc&#234;s.<br><br> A Ordem do Drag&#227;o chamava-se <i>Societas Draconistrarum</i> e n&#227;o <i>&#171;Draconis  Equitas Societas Imperatur et Regis&#187;</i> que, diga-se, &#233; uma frase escrita  num latim macarr&#243;nico - basta dizer o seguinte: a palavra latina  medieval para <i>&#171;cavaleiro&#187;</i> n&#227;o era <i>&#171;equitas&#187;</i> (?), mas <i>&#171;miles&#187;</i> (de onde  prov&#233;m, por exemplo, <i>&#171;militar&#187;</i>). Essa tal <i>&#171;Draconis Equitas Societas  Imperatur et Regis&#187;</i> &#233; esp&#250;ria e constru&#237;da para fazer um acr&#243;nimo do  mote curto <i>&#171;Desir&#187;</i> de maneira a passar a ideia de que D. Pedro foi  freire da Ordem do Drag&#227;o, o que, de um ponto de vista hist&#243;rico, n&#227;o  tem fundamento. Sabe-se que ele, de facto, combateu como mercen&#225;rio a  soldo de Zsigmond de Luxemburgo, rei da Hungria, mas se pertenceu ou n&#227;o  &#224; Ordem do Drag&#227;o... Provavelmente, n&#227;o pertenceu, porque nenhuma  informa&#231;&#227;o hist&#243;rica existe a respeito disso (que eu saiba). Sabe-se,  sim, que foi investido na Ordem da Jarreteira, mas na do Drag&#227;o nunca  tinha ouvido dizer.<br><br> O mais espantoso &#233; que a Wikipedia  portuguesa permita que os utilizadores publiquem este tipo de  desinforma&#231;&#227;o - e, sobretudo, sem quaisquer fontes o que corroborem. &#201;  uma irresponsabilidade enorme, porque est&#225; a induzir-se os leitores ao  erro.</span></span></div><div><br></div>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9100</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Cadernos de Daath :: Opinião sobre o espectáculo «A Lua do Loreto» na FNAC Chiado</title>
		<link>https://simetria.org/cadernos-de-daath-opiniao-sobre-o-espectaculo-a-lua-do-loreto-na-fnac-chiado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cadernos de Daath]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jan 2013 00:30:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8858</guid>

					<description><![CDATA[<a href="http://cadernosdedaath.blogspot.com/"><img src="http://fantasticas.odisseias.net/images/daath.png" alt="Cadernos de Daath" align="right"></a><br><div><a href="http://4.bp.blogspot.com/-S_vDYzpyJp0/UPiV6FzrimI/AAAAAAAAFcs/e8y8biIo0lc/s1600/2013-01-17+18.49.58.jpg"><img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-S_vDYzpyJp0/UPiV6FzrimI/AAAAAAAAFcs/e8y8biIo0lc/s400/2013-01-17+18.49.58.jpg" width="400" alt="2013-01-17+18.49.58.jpg"></a></div><br><div><span><a href="http://livrosimples.blogspot.pt/2013/01/a-lua-do-loreto.html">J&#225; come&#231;am a surgir excelentes opini&#245;es sobre o espect&#225;culo de ontem, no f&#243;rum da <b>FNAC Chiado</b>, no qual eu e <b>Charles Sangnoir</b> (<b>La Chanson Noire</b>) interpret&#225;mos a pe&#231;a <i><b>&#171;A Lua do Loreto&#187;</b></i>, o terceiro cap&#237;tulo de <i><b>&#171;Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense&#187;</b></i>, disco de <i>spoken word</i>, sobre os indiv&#237;duos deformados e exc&#234;ntricos que viveram em Lisboa atrav&#233;s dos s&#233;culos, com texto e voz meus e m&#250;sica de Charles Sangnoir. Esta opini&#227;o, de Rui Bastos, pode ser lida no <i>weblog <b>Que a Estante nos Caia em Cima</b></i>. A Estanqueira do Loreto iria gostar</a>.</span></div><div><br></div><div><span><span>(Foto: J&#250;lia Pinheiro.) </span></span></div>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9096</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Cadernos de Daath :: Opinião sobre o espectáculo «A Lua do Loreto» na FNAC Chiado</title>
		<link>http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8858</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cadernos de Daath]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jan 2013 00:30:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8858</guid>

					<description><![CDATA[<a href="http://cadernosdedaath.blogspot.com/"><img src="http://fantasticas.odisseias.net/images/daath.png" alt="Cadernos de Daath" align="right"></a><br><div><a href="http://4.bp.blogspot.com/-S_vDYzpyJp0/UPiV6FzrimI/AAAAAAAAFcs/e8y8biIo0lc/s1600/2013-01-17+18.49.58.jpg"><img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-S_vDYzpyJp0/UPiV6FzrimI/AAAAAAAAFcs/e8y8biIo0lc/s400/2013-01-17+18.49.58.jpg" width="400" alt="2013-01-17+18.49.58.jpg"></a></div><br><div><span><a href="http://livrosimples.blogspot.pt/2013/01/a-lua-do-loreto.html">J&#225; come&#231;am a surgir excelentes opini&#245;es sobre o espect&#225;culo de ontem, no f&#243;rum da <b>FNAC Chiado</b>, no qual eu e <b>Charles Sangnoir</b> (<b>La Chanson Noire</b>) interpret&#225;mos a pe&#231;a <i><b>&#171;A Lua do Loreto&#187;</b></i>, o terceiro cap&#237;tulo de <i><b>&#171;Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense&#187;</b></i>, disco de <i>spoken word</i>, sobre os indiv&#237;duos deformados e exc&#234;ntricos que viveram em Lisboa atrav&#233;s dos s&#233;culos, com texto e voz meus e m&#250;sica de Charles Sangnoir. Esta opini&#227;o, de Rui Bastos, pode ser lida no <i>weblog <b>Que a Estante nos Caia em Cima</b></i>. A Estanqueira do Loreto iria gostar</a>.</span></div><div><br></div><div><span><span>(Foto: J&#250;lia Pinheiro.) </span></span></div>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9097</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Cadernos de Daath :: Vários Estados num só</title>
		<link>http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8856</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cadernos de Daath]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 20:23:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feeds de sites externos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fantasticas.odisseias.net/single.php?id=8856</guid>

					<description><![CDATA[<a href="http://cadernosdedaath.blogspot.com/"><img src="http://fantasticas.odisseias.net/images/daath.png" alt="Cadernos de Daath" align="right"></a><br><div><a href="http://1.bp.blogspot.com/-f3u6A8p0mz4/UPcLTWqTqNI/AAAAAAAAFa8/7W6Mx1QEjEA/s1600/1984-john-hurt.png"><img border="0" height="223" src="http://1.bp.blogspot.com/-f3u6A8p0mz4/UPcLTWqTqNI/AAAAAAAAFa8/7W6Mx1QEjEA/s400/1984-john-hurt.png" width="400" alt="1984-john-hurt.png"></a></div><br><div><span>A confer&#234;ncia <i>&#171;Pensar o Futuro &#8211; Um Estado  para a Sociedade&#187;</i>, decorrida no Pal&#225;cio Foz, em Lisboa, foi um evento  esf&#237;ngico, &#224; porta fechada, sem a interven&#231;&#227;o da sociedade civil, cuja  mat&#233;ria em discuss&#227;o (a transforma&#231;&#227;o do Estado) &#233; do seu maior  interesse; segundo a organizadora Sofia Galv&#227;o (ex-secret&#225;ria de estado  da presid&#234;ncia do conselho de ministros e ex-secret&#225;ria de estado da  administra&#231;&#227;o p&#250;blica no governo liderado por Pedro Santana Lopes),  conferenciou-se sob a &#233;<span>gide da chamada <i>Chatham House Rule</i> (Regra de Chatham House) para que os convidados  pudessem falar livremente, sem a preocupa&#231;&#227;o de serem citados <i>verbatim</i> pela comunica&#231;&#227;o social.</span></span></div><div><span><span><br> A Regra de Chatham House (que vai buscar o  nome ao Royal Institute of International Affairs, cuja sede &#233; a  proverbial Chatham House: <i>think tank</i> de elite, criado em 1920 por  Robert Cecil, o "pai" da Liga das Na&#231;&#245;es) foi criada para que os  intervenientes nas confer&#234;ncias desse grupo n&#227;o sejam identificados na  comunica&#231;&#227;o social, embora esta esteja &#224; vontade para transcrever o que &#233;  discutido na reuni&#227;o, de acordo com uma autoriza&#231;&#227;o pr&#233;via - o que isto  significa, em bom portugu&#234;s, &#233; que os jornalistas n&#227;o podem associar os  nomes das pessoas &#224;s palavras que elas disseram. Mesmo assim, os  (poucos) jornalistas portugueses que assistiram a esta confer&#234;ncia  portuguesa sobre a refunda&#231;&#227;o do estado portugu&#234;s (leia-se "refunda&#231;&#227;o  do estado <u>social</u> portugu&#234;s") n&#227;o tiveram o mesmo grau m&#237;nimo de  liberdade: proibidos de filmar, gravar e transcrever, somente puderam  observar e ter&#227;o de aguardar o <i>digest</i> do evento, com dois minutos de  dura&#231;&#227;o, apenas, que lhes ser&#225; fornecido pelo governo (mais precisamente  por Carlos Moedas, o secret&#225;rio de estado adjunto do  primeiro-ministro).<br> Dizer que se usou a Regra de Chatham House numa  confer&#234;ncia at&#233; poder&#225; dar uma impress&#227;o de sofistica&#231;&#227;o (consigo  imaginar Vasco Santana de olhos arregalados a dizer ao ouvido de Ant&#243;nio  Silva, enquanto este co&#231;a a nuca, <i>"v&#234; l&#225; tu que foi uma confer&#234;ncia t&#227;o  importante, mas t&#227;o importante, que at&#233; se usou a Regra de Chatham  House..."</i>), mas a dita regra s&#243; tem, de facto, um objectivo, que de  sofisticado nada tem: o de desresponsabilizar os oradores, porque, bem  vistas as coisas, somente o registo fidedigno da comunica&#231;&#227;o social - da  imprensa livre - tem poder para chamar os indiv&#237;duos &#224; cola&#231;&#227;o e  responsabiliz&#225;-los pelo que disseram e fizeram. Isto significa que os  convidados de uma confer&#234;ncia em que vigore a Regra de Chatham House  podem exprimir &#224; vontade as ideias, opini&#245;es, recomenda&#231;&#245;es e as  propostas mais repugnantes, porque t&#234;m em mente que o p&#250;blico nunca  saber&#225; o qu&#227;o s&#227;o indiv&#237;duos monstruosos.<br><br> Esta confer&#234;ncia &#224;  porta fechada num sal&#227;o do Pal&#225;cio Foz vale o que vale e n&#227;o adianta  imprimir-lhe uma t&#243;nica de desconfian&#231;a maior do que ela provavelmente  merece; muitas mais reuni&#245;es &#224; porta fechada ter&#227;o sido bem mais  importantes e dram&#225;ticas que esta, certamente. Contudo, o que importa  reter desta situa&#231;&#227;o nem sequer &#233; a pr&#243;pria confer&#234;ncia, mas a  conjuntura actual em que ela decorreu, que facilita fen&#243;menos (como  este) de desvios &#224; democracia.<br> &#192; guisa de postal-ilustrado de uma  &#233;poca, vale a pena lembrar o veto que o Tribunal Constitucional deu em  Julho de 2012 &#224; decis&#227;o do governo de cortar os subs&#237;dios de f&#233;rias e de  Natal aos funcion&#225;rios p&#250;blicos e pensionistas, porque violava o  princ&#237;pio da igualdade, consagrado no artigo 13.&#186; da Constitui&#231;&#227;o da  Rep&#250;blica Portuguesa. Em Outubro do mesmo ano, o magistrado Ant&#243;nio  Martins, numa entrevista que deu ao jornal Expresso, respondeu desta  maneira a uma pergunta do jornalista Micael Pereira: <i>&#171;</i>[pergunta]<i> n&#227;o h&#225;  exce&#231;&#245;es que tornem o corte </i>[dos subs&#237;dios]<i> leg&#237;timo? </i>[resposta]<i> H&#225; o  estado de emerg&#234;ncia e o estado de s&#237;tio, em que os direitos das pessoas  podem ser comprimidos ou suspensos durante algum tempo. Mas n&#227;o foi  decretado o estado de s&#237;tio ou o estado de emerg&#234;ncia. E n&#227;o o tendo  sido decretado, o Estado continua sujeito ao respeito dos direitos dos  cidad&#227;os.&#187;</i> Por coincid&#234;ncia, sete meses depois, a 11 de Maio de 2012,  foi publicada no Di&#225;rio da Rep&#250;blica uma revis&#227;o &#224; lei org&#226;nica  referente, precisamente, aos regimes de Estado de S&#237;tio e de Estado de  Emerg&#234;ncia, que altera os artigos 7.&#186;, 12.&#186;, 14.&#186;, 15.&#186;, 16.&#186;, 20.&#186;,  23.&#186;, 25.&#186;, e 28.&#186; da lei anterior (lei n.&#186; 44/86). Enquadrando estas  altera&#231;&#245;es legislativas num quadro internacional, n&#227;o deixa de ser  interessante acrescentar que, em Junho de 2012, Espanha criou o delito  algo "orwelliano" de "resist&#234;ncia pac&#237;fica". Em suma: s&#243; o simples acto  de se protestar de modo pac&#237;fico numa manifesta&#231;&#227;o p&#250;blica poder&#225; ser  criminalizado.</span></span></div><div><span><span><br> Um observador mais desconfiado seria levado a  suspeitar que est&#225; a assistir-se a uma inquieta&#231;&#227;o incomum da parte de  governos (ainda) democr&#225;ticos que t&#234;m draconianas medidas de austeridade  para impor a todo o custo e temem, por culpa dessa press&#227;o, a  desobedi&#234;ncia e a revolta dos cidad&#227;os. Mas esse mesmo observador  desconfiado depressa veria que n&#227;o existem motivos para preocupa&#231;&#245;es,  porque a sociedade civil est&#225; atenta. Percebe-se, de imediato, pelas  publica&#231;&#245;es que preencheram os murais das redes sociais nos &#250;ltimos  dias, que a informa&#231;&#227;o rigorosa e importante circula a cada momento: &#233; o  caso do c&#227;o assassino que matou o beb&#233; de dezoito meses e que possui  uma peti&#231;&#227;o p&#250;blica com milhares de assinaturas de indiv&#237;duos que,  aparentemente, j&#225; n&#227;o distinguem o certo do errado, nem o relevante do  irrelevante; &#233; o vergonhoso linchamento em massa da pobre P&#234;pa s&#243; porque  ela disse que queria comprar uma mala de marca Chanel com o dinheiro  ganho com o seu pr&#243;prio trabalho, como se querer comprar seja o que for  com o nosso pr&#243;prio dinheiro fosse um crime; enfim, uma por&#231;&#227;o de bons  exemplos que demonstram como a sociedade civil &#233; madura, esclarecida,  activa, participativa, inteligente. Com efeito, o observador desconfiado  n&#227;o tem motivos para preocupar-se.<br><br> Altera&#231;&#227;o &#224; Lei do Estado de S&#237;tio e do Estado de Emerg&#234;ncia: <a href="http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fdre.pt%2Fpdf1sdip%2F2012%2F05%2F09200%2F0246502470.pdf&#38;h=5AQGe83Fk&#38;s=1">http://dre.pt/pdf1sdip/2012/05/09200/0246502470.pdf</a><br><br> Entrevista de Ant&#243;nio Martins: <a href="http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.inverbis.pt%2F2007-2011%2Fjuizes%2Festado-nao-tem-direito-pagar-uns-nao-outros.html&#38;h=aAQH3OdXP&#38;s=1">http://www.inverbis.pt/2007-2011/juizes/estado-nao-tem-direito-pagar-uns-nao-outros.html</a><br><br> Sobre o crime de "resist&#234;ncia pac&#237;fica": <a href="http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.publico.es%2Fespana%2F429078%2Finterior-considerara-la-resistencia-pasiva-un-atentado-a-la-autoridad&#38;h=CAQHnKsfT&#38;s=1">http://www.publico.es/espana/429078/interior-considerara-la-resistencia-pasiva-un-atentado-a-la-autoridad</a></span></span></div><div><br></div>]]></description>
		
		
		<enclosure url="" length="0" type="" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9093</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
